The ClaraBeauty Corporation ano III O Passado ::: O Presente ::: Cartas para Redação


Editorial

Clara, por ela mesma:
Clara Beauty, a.k.a. Clara Quintela, tem 30 anos. Nascida em 05/11/1976, em Fortaleza, a capital do Ceará, esta filha de Iemanjá é escorpiana mas o ascendente em sagitário e a lua em áries fazem dela uma pessoa melhorzinha. Mãe de três filhas-gatas, Ariela, Dalila e a caçulinha Cecília, em homenagem à irmã, é jornalista, mas queria ter sido astronauta. Estuda Medicina Chinesa, é shiatsuterapeuta, faz sushi e baião de dois, joga sinuca e dança (mal) tango. Tricota, crocheta e tece e gosta muito de filme de porrada. É a Change Mermaid e uma das Charlie's Angels. Tem vários sonhos secretos e alguns confessáveis: virar médica legista no CSI ou da Cruz Vermelha, whatever. Morando desde 2004 em São Paulo, morre de saudade da Mãe, das irmãs Cecília e Luíza. Não vive sem os amigos queridos - e ela tem um monte. É chata, exigente, mandona, ciumenta que só o cão, obstinada, verdadeira sempre, otimista incurável, vive caindo e esfolando os joelhos, detesta filme "cabeça", adora ler, gosta de experimentar seus limites, nunca tem dinheiro, parece que é durona mas é uma manteiga derretida, acorda antes das 6 da manhã e vai dormir geralmente às 21 horas. Edita sua vida diariamente. Sente vontade permanente de ir. Coleciona sonhos.


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Quarta-feira, Dezembro 31, 2003


[6:28 AM]

O último dia do ano,
não é o último dia do tempo.
O último dia do tempo,
não é o último dia de tudo.
Outros dias virão.

Carlos Drummond de Andrade



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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:24 AM]





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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:21 AM]
Tem, mas acabou

E no finzinho deste 2003 - ano Jason, eis que, num ato de incompreensível bondade, solidariedade e compadecimento com o sofrimento humano, alguém se lembra que a assessora de imprensa também é gente que faz e lhe concede recesso. Pois foi.

Meu querido diretor teve piedade da minha alma (e também do meu corpo fatigado e do meu espírito estressado) e me liberou tanto no dia 31/12 (hoje) quando no dia 2/1 (sexta). Quer dizer, hoje, só amanhã. Ou melhor, só volto ao martírio sindical no dia 5/1.

WOOOHHHOOOO!!!!

É claro que, liberada "em riba das buchas", não pude agendar nenhuma viagem. Passarei o "reveion" na companhia de Carol BMDeA e Henrique e depois não sei. Vou inventando a cada dia. Tem praia, tem Senhor dos Anéis de Novo, quem sabe um novo festival gastronômico, tem Órbita no sábado...

Enfim, tem a distância do trabalho e isso já vale por tudo.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Terça-feira, Dezembro 30, 2003


[4:00 PM]
E hoje eu ouvi, ou melhor, eu li no ICQ a mensagem de feliz ano novo mais linda que poderia ter lido.
Aquela com as palavras certas, na hora mais apropriada, vindas de quem se quer bem mas não está acostumada a ouvir coisas daquele tipo. Tudo lindo, lindo!
Eu desejo ao outro-você tudo de bom e que a gente desencante logo e finalmente se encontre em 2004 - porque depois de três anos só no ICQ, compañero, se a gente não se ver ao vivo eu não sei, não...
No Rio ou em Sampa. O que vier primeiro. E te prepara porque eu vou te aperrear muito mais quando estiver morando pertinho de você, porque eu não conheço nada, nada da vida no sudeste e vou me escorar nos amigos queridos. By the way, você sabe trocar lâmpada???

Ps.: Eu já comprei a alface. Hidropônica.
Ps2.: Ah, não esquece de comprar o sorvete!!!!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[3:12 PM]
Quase no finzinho desse ano de 2003 - o ano Jason, aquele que não acaba nunca, ontem, fiquei sabendo que um casal de amigos está preste a se separar. Fiquei triste, não vou mentir. É que a gente tende a acreditar que depois que as pessoas se casam, pronto; é para sempre. É a eterna síndrome que nos acompanha, principalmente a nós, mulheres, do "e foram felizes para sempre" que a gente leu tantas vezes nos contos de fada.

Mas a vida real é diferente, não é? Primeiro, o difícil é encontrar alguém "perfeito" e mais difícil ainda que este alguém tenha a mesma opinião sobre a gente. Depois do encontro, tem a conquista. Depois da conquista, a convivência, e é aí que o bicho pega. Que embola o meio de campo. Que a coisa complica. Não ensinaram, nesses contos de fada, que depois do "e foram felizes para sempre" tem sempre um "e a vida continua".

Os expectadores do romance só se interessam até a parte que dois se casam. Depois disso, fecham-se as cortinas e a gente só vai ter novidades nas festas das bodas de prata , 25 anos depois do enlace. Quando chega antes disso, ou é bebê que nasceu ou... é separação.

Estou sendo muito pessimista? Provavelmente. Nunca me casei para saber como era e meu relacionamento mais longo durou um pouco menos que dois anos. Mas é que eu acredito em algo chamado encanto.

Encanto não tem nada de mágica ou qualquer artifício sobrenatural. Tem a ver com admiração e surpresa. Em se procurar fazer tudo sempre novo, sempre novidade, sempre como a primeira vez, o primeiro olhar, o primeiro beijo, o primeiro contato, o primeiro tudo. E admirar o que o outro é, o que o outro faz, como o outro faz... E, principalmente, guardar sempre um pouquinho para o dia seguinte. Já que estamos falando de contos de fada, falo da história de Sherazade e as mil e uma noites, que me inspira quando o assunto é amor.

Já fui chamada de superficial (que ironia!!!) e impaciente (isso é verdade) porque na hora que era para dizer adeus, geralmente eu fui a primeira e fui embora sem olhar para trás.

Nunca acreditei em voltas. Não, depois que se sabe que o encanto já se acabou e virou tudo uma burocracia só.
.
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.
Sobre o casal de amigos, eu espero que tenha sobrado encanto suficiente para recomeçar. Afinal, às vezes, a gente acha que já chegou o fim, mas está faltando apenas uma boa conversa. Ou então, se tudo estiver confirmado mesmo, desejo um novo amor na vida dos dois - e que esse dure para sempre.

De qualquer forma, paira sobre nossas cabeças o eterno Poema das Proparoxítonas:

Todo começo é
mágico.
Todo final é
Trágico


(Neste caso específico, a minha amiga - uma das partes do casal - acrescentou: "todo final é patético", que é adjetivo proparoxítono do mesmo jeito.)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[3:03 PM]
Fuçando no Google, encontrei algumas poucas matérias minhas, publicadas no tempo em que eu trabalhava no Noolhar.com, também conhecido como senzala online ou tronco ponto com.
Infelizmente, as minhas preferidas (uma para a editoria de Esportes sobre para que time torcem os deputados estaduais, outra sobre bibliotecas virtuais e mais uma sobre jogos em shock e flashwave) não foram encontradas.
Enjoy.

Big Blog - um manual para os mais completos analfabetos em html aprender a mexer em blogs. A matéria tinha o dobro do tamanho e muito mais links, mas tive que cortar porque não cabia no caderno de 4 páginas. Ainda assim, tem dicas boas para iniciantes (os avançados acharão tudo muito básico).

Absolutamente certo - Canais de jogos de perguntas e respostas que dão prêmios. Pesquisa ultra-divertida.

Juraci inicia segundo mandato sem novidades - parte da minha vingança contra o nosso alcaide Juraci Magalhães, também conhecido como Mun-Ha (o mal eterno). O título brega e sem a menor criatividade ficou por conta do meu editor na época. Matéria fraquíssima, aliás, feita a pedido do Terra. Mas deu um trabalho do cão encontrar todos os secretários e mais trabalho ainda conseguir uma declaração deles. O pior foi o de Finanças, Marcos Clésio, escorregadio como uma lesma e abusadíssimo.
Mas encontrou alguém ainda mais abusada que ele: eu.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Segunda-feira, Dezembro 29, 2003


[5:14 PM]
Eu estou tão estressada que ontem à noite eu estava sonhando que estava indo viajar, com a passagem na mão, já a caminho do Aeroporto Internacional Pinto Martins, quando de repente peço para o motorista do táxi fazer meia volta e rumar para o meu trabalho. Motivo: eu precisava terminar a matéria sobre FGTS.

Até na hora da fuga, meu Super Ego imbecil, que tem mania de ser perfeccionista em tudo, tem que me sabotar e me levar de volta às masmorras da Sucursal do Inferno.
Ninguém merece!!!
.
.
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E esta está sendo a minha cruz, nesses últimos dias de 2003 - o ano Jason, aquele que não acaba nunca. Ninguém entra em consenso sobre o que será publicado, as tabelas com os cálculos do expurgo atualizadas pelo departamento de pesquisa e estatística nunca está a contento do chefe, e a assessora de imprensa é sempre a culpada de tudo.

Eu queria entender porque as pessoas acham que jornalista tem que entender de tudo. Outro dia, me mandaram redigir um ofício. Eu disse que não sabia e a pessoa me veio com uma gracinha: "não é jornalista? Não estudou?". Respondi na lata: "por isso mesmo. Não sei exatamente porque sou jornalista. Saberia se fosse secretária".

Mas não adianta. É castigo divino por essa mania que jornalista tem de querer ter sempre a última palavra sobre tudo. E quem não quer ser dono da verdade, pelo menos não quando o assunto é FGTS, paga o preço.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:46 AM]
Tomei hoje uma decisão, talvez a última grande neste 2003 que não se acaba mais nunca, e enviei minha declaração de desfiliação ao Sindicato dos Jornalistas.
O motivo já explanei aqui inúmeras vezes. Eu não acredito e é preciso ser minimamente coerente com as crenças que restam, não é?
Sei que a repercussão não será das melhores, mas é isso. É a minha escolha.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Domingo, Dezembro 28, 2003


[5:01 PM]
Para quem ainda acha que cinema apenas pela diversão ainda está valendo, O Senhor dos Anéis - o retorno do Rei rules demais.
O que o livro tem de longo, demorado e chato (por ser meticuloso demais, fique bem entendido), o filme resolve em três horas e 21 minutos. Batalhas épicas fenomenais, drama, comédia e até cenas de amor no final, com uma demonstração explícita da campanha "cala a boca e beija logo": o super beijo do Aragorn (ai,ai) na elfa Arwen - meninos, assistam e aprendam com o Rei como se faz.
Programão para a tarde deste domingo tedioso, que ficou melhor ainda na companhia da Ciça e da Isa.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[10:35 AM]
Das coisas que eu aprendi com as pessoas que amei e com as que ainda amo

Há uns dois anos, fui ter aulas particulares de inglês porque eu não tenho a menor paciência e jamais perderia preciosos 7 semestres da minha vida para aprender qualquer coisa. Acho uma perda de tempo, na verdade, você passar 3 anos e meio para aprender algo que você pode fazer em 4 meses.

Sim, 4 meses. Era o tempo que eu tinha, porque eu estava tentando uma bolsa de mestrado junto ao British Council e tinha que tirar pelo menos 7 na prova do IELTS (o TOELF da Inglaterra). Ou seja: ou eu aprendia ou eu aprendia.

Então eu resolvi aprender. E fui aprender com a mãe de um ex, com quem tinha namorado por mais de um ano. Quando fui procurar tal professora, já tinha se passado dois anos desde o fim e nós nunca mais tínhamos nos encontrado.

No começo, eu percebi que estava todo mundo meio desconfiado porque a situação era meio ahn... estranha. O fim, para variar, havia sido um desastre, com direito a choro e ranger de dentes. Mas com o passar do tempo, todos se acostumaram com a minha presença quase diária e tudo transcorreu na mais completa normalidade, como diria o ilustre deputado estadual Delegado Cavalcante.
Positivo e operante.

Assim, próxima àquele que um dia fez meu coração bater mais forte, pudemos conversar sobre algumas pendências do passado. Nada de lavagem de roupa suja, porque a emoção já tinha virado areia e o tempo a havia varrido para debaixo do tapete. Fomos relembrar das coisas boas, porque, tendo a areia sido varrida, finalmente éramos pessoas civilizadas de novo.

- Olhe, Paulo*, eu acho que você foi o meu namorado mais divertido. Dentre as coisas boas que eu lembro de ti, posso afirmar que nunca mais achei graça dos Simpsons como quando assistia aos episódios com você. Aliás, te digo: você me ensinou a rir quando o tempo fecha. E a dizer muito "obrigada" aos motoristas de ônibus.
- Ah, Clarinha, você também me ensinou muita coisa boa.
- Foi mesmo? O que, por exemplo?
- Ah, você me ensinou a bater a escova de dentes na torneira da pia quando eu termino, para a água não apodrecer as cerdas.
- !!!
- E também me ensinou a fazer as minhas sobrancelhas... sozinho! Já comprei a minha própria pinça.

* Paulo, é claro, é nome fictício. Sim, ele tinha as sobrancelhas emendadas, bem dizer uma taturana na testa, que foram devidamente desmembradas a golpes de pinça com apenas algumas semanas de namoro. Isso claro, depois de muita confusão ("Isso não é coisa de homem!" - Deixa de ser machista, homem! - "Isso dói!!!" - tá vendo o tanto que eu sofro para me arrumar para você? Imagina fazer depilação com cera).

Quem ama, cuida. E desemenda as sobrancelhas do ser amado. Nem que seja no tapa.

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Bom, falando nisso, listo abaixo algumas coisas boas que aprendi com as pessoas que amo e que amei:

· pentear o cabelo começando das pontas
· fazer sanduíche de ovo frito com tomate e alface
· instalar as placas no meu computador
· que não importa quão boas as minhas intenções sejam, se eu gritar ou pegar no pé não vão adiantar nada
· a capital da Nigéria é Lagos
· se eu beber água enquanto eu estou bebendo álcool, a ressaca será mais tolerável
· programar em HTML
· jogar dardos
· as cordas do violão, de cima para baixo: mi, lá, ré, sol, si, mi
· que eu sou bonita, independente do meu peso, da minha cor, e dos meus 4 graus de miopia
· gostar de Jethro Tull e Metallica
· ler as histórias do Homem-Aranha
· conviver com cachorros (gostar é mais complicado)
· salvar passarinhos que caem de árvores e alimenta-los com banana
· a saber que eu tenho dois pés e que preciso cuidá-los direito e tratá-los com carinho
· fazer teatro de sombra no teto do quarto
· sorrir é melhor que fazer bico
· spaghetti a carbonara é muito melhor com pimenta do reino salpicada por cima
· ter ciúme é um problema exclusivamente meu. Mas um pouquinho é bom
· pasta de dente limpa prata
· cantar na terça
· não dormir com o cabelo molhado e fazer trança na hora de ir para cama.
· disquetes perto de TV e aparelho de som desmagnetiza
· não posso carregar a bateria do celular enquanto não chegar no último tracinho
· sorvete engorda. E muito!
· que eu falo dormindo!!! Nossa, já bati altos papos....
· gostar de Lenine
· fazer massagem (depois que tomei gosto, fui me aperfeiçoar)
· fazer patê de berinjela
· pilotar (e bater!) carrinho em parque de diversão
· milkshake de pêssego com baunilha é a única coisa melhor que milkshake de ovo maltine
· saber dançar bem não é necessário quando o que se quer é ficar junto
· lavar o cabelo do outro com shampoo pode ser melhor do que muita coisa
· ler Agatha Christie (e não parar nunca mais)
· a diferença entre um carro da volkswagen e da chevrolet (mas essa eu confesso que eu esqueci)
· ouvir
· engraxar meus sapatos
· entender o princípio de funcionamento da máquina de lavar roupa (agora, lavar mesmo que é bom....)
· que vai passar


Tem mais coisas. Muito mais. Mas essas eu prefiro guardar comigo.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[10:19 AM]
Noite sem dormir.
Insônia não tem graça nenhuma quando se está só.

Quer dizer, só não é bem o termo.
É que nessas horas o ego, o super ego e o ID sempre resolvem bater papo e isso nunca acaba bem...

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[1:18 AM]
Já saiu a 6ª edição da Revista Caracas



Fazendo uso das minhas atribuições legais, conferidas pelo o meu diploma, fiz as legendas. Mas meu sonho mesmo é ser ombudsman!!!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Sábado, Dezembro 27, 2003


[5:58 PM]
E depois do almoço, refestelados no chão da minha sala, assistimos todos à super produção da Pixar, Monstros S/A.
SENSACIONAL!

Não sei, não... mas o Sulley (o grandão da direita) é a cara de uma pessoa que eu conheço. O pequeninim é o Mike - a cara do Migous!!!! hehehe


Olha a Boo:


E esta lagartixa lânguida é o Randall, inimigo do Sulley
(hhhmmm... também tá parecendo alguém que eu conheço)




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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[11:12 AM]
última chamada para o

I Festival Gastronômico das Sobras de Natal


E eu já estou na cozinha fazendo o arroz + strogonoff avec champignon et du vin blanch - comida de pobre com nome chique, que sempre vai bem.
Andem logo que já são mais de 11 horas. Ao meio dia, eu sirvo. Impreterivelmente! Meu estômago é alemão, pontualíssimo.

Pos post - Enquanto o almoço não sai.....
What's the news?
O que você chama de últimas notícias?
Li esta notícia (Em 50 anos, Brasil, Rússia, China e Índia podem dominar economia mundial) na sessão de últimas do Terra ontem, mas já tinha lido na Exame - que é quinzenal - há pelo menos 2 meses (é preciso ter cadastro para acessar a revista).

(Como assim eu me interessando por economia??? Começo a pensar que ainda tenho jeito. Ou então tem um espírito se apossando do meu corpo)

Pos post - Enquanto o almoço não sai.....2
Mordendo a toalha da mesa.
Já passam das 12h36 e ninguém chegou.

Pos post - Enquanto o almoço não sai.... 3
A espera é difícil, mas eu espero cantando
Lá lá lá

Pos post - Enquanto o almoço não sai... 4
No MSN
ClaraBeauty - cooking diz:
como assim? tu não vem?
felipe diz:
vou sim
ClaraBeauty - cooking diz:
pois avia, má!
felipe diz:
estou em processo de negociacao - carro
ClaraBeauty - cooking diz:
ah pois

Pos post - Enquanto o almoço não sai.... 5
Como assim esperar pela farofa?
I'm so sorry, mas eu vou almoçar sozinha.
Quando vocês chegarem, eu sirvo a sobremesa.

Pos post - Enquanto o almoço não sai.... 6
Os primeiros convidados
Kerla e Bob... e eles tá tinham comido ostras.
Blé.


E o almoço F-I-N-A-L-M-E-N-T-E saiu
Muito além do arroz com strogonoff
Lanis - super farofa com "coisas"
Taís - super purê de batatas com "coisas"
Migous, Bob e Kerla - a sobremesa: sorvete (pavê e negresco)

* O Flipper chegou mais tarde.

(Piada mais que interna)
E o almoço prosseguiu tranquilamente, em meio a uma douta discussão a cerca dos rumos da economia mundial, sobre a qual chegamos a seguinte conclusão:

- A economia dos Estados Unidos está de galinhas, digo, está decaindo.
Vaca louca é apenas um detalhe.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Sexta-feira, Dezembro 26, 2003


[7:17 PM]
Tenho a impressão que todas as pessoas inteligentes pegaram suas respectivas naves espaciais e foram comemorar a passagem do ano novo em seus respectivos planetas de origem.
(A última foi a Maísa.)

Isso aqui está uma pasmaceira....

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[1:31 PM]
Eu mereço.
Junte o departamento jurídico, o departamento de pesquisa e estatística, o dono da bodega e uma jornalista analfabruta em economia para fazer uma matéria sobre se é melhor aderir ou não ao acordo da CEF sobre o FGTS, e o que você tem?

Um bando de loucos discutindo horas a fio, sem chegar a um consenso. (Até agora, eu não faço a menor idéia se é melhor aderir ao acordo ou não.)

Depois de estragar o imprensado da imprensa, o embroglio continuará na próxima segunda-feira. Muita emoção, choro e ranger de dentes me aguardam antes que este ano sem fim termine.
Não perca!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:12 AM]
Você viu.
Você achou estranho.
Você acompanhou.
Você teve certeza que eu tinha ficado doida.
E, no fundo, no fundo, você gostou.
Mas, como tudo que é bom dura pouco, encerro hoje a série "Meu pé esquerdo. E o direito também" no flog.

Tinha muito mais fotos para postar, inclusive as milhares que tirei ontem na praia, mas vou deixar quieto. Foi gente demais me mandando email pedindo fotos exclusivas e expressando alguns ... ahn... recôndidos desejos pouco ortodoxos, os quais envolviam, em maior ou menor grau, meus dois pezinhos.
Eu não fazia idéia que pé (até o meu, que é super feio) fazia tanto sucesso.
Tá, eu confesso: fiquei inibida.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:03 AM]
Eu podia estar matando.
Eu podia estar roubando.
Eu podia estar em casa feliz, comendo o que sobrou do panetone.
Mas adivinha onde eu estou e o que eu estou fazendo???

A desculpa para terem obrigado a imprensa a vir trabalhar no imprensado é que, se por acaso acontecer algum assalto a banco, estaremos a postos.
Eu pergunto: a posto para quê, cara pálida???? Ao que me consta, mim=imprensa. Mim não ser polícia.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Quinta-feira, Dezembro 25, 2003


[5:36 PM]
Meu nariz está agora com uma mania horrível. Toda vez que ele escuta (sim, é nariz mas tem ouvidos) falar na palavra "praia", ele automaticamente fica vermelho e começa a pingar.
Pois esta rena de nariz vermelho, que atende pela alcunha de Fada Azul, foi assim mesmo para a PF.
Pedi emprestada a camiseta da Fada Amarela, a saia da Fada Verde Exército (também chamada de Fada Verde Oliva) e o biquine da Fada Tons Terrosos, e fui espirrar olhando para o mar, que, convenhamos, é melhor que ficar espirrando em casa.

O maaaar.... quando quebra na praaaaaaia....
é bonito... é boniiiiiito


Vi tanta areeeeeia... andei....

Brilha, brilha, estrelinha...



Mas antes....


.... como o melhor do Natal é sempre o dia seguinte, tive a grata satisfação de ter sido convidada por dona Lanis para almoçar em sua residência neste glorioso e ensolarado dia 25/12, com direito, inclusive a escolta da minha casa à dela.
Lá, descobri porque Natal é só uma vez por ano: benza Deus, o que era aquele presunto? o salpicão? A salada? E o pavê, que a donal Hildalva, mãe da Lanis, quase que muda a piada e o transforma em "pra sentar"?
Depois de um verdadeiro abuso gastronômico, ficamos por ali, modorrando, até que a dona moça decidiu que iríamos à praia. Eu, suando horrores, tudo que queria era uma desculpa para tirar a roupa. Fomos, então, à Praia do Futuro. Migous ligou assim que chegamos e também foi para lá.
.
.
.
Dia para meditar sobre as calorias ingeridas e falar besteira:

Para glide
Para pente
Para quedas
Para choque
Para raio
Para bólica
Para nóico
Para maribo
Para guai
Para ipaba
Para ti
Para lítico
Para plégico
Para simpático
Para lamas.....

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:20 AM]
E, de novo, nada.
Acordei cedo, com a cabeça ainda rodando das duas garrafas de vinho, e me espichei para olhar debaixo da cama, para ver se tinha alguma coisa para mim lá. Nada. Só as minhas sandálias azuis.
Aí, me lembrei que tinha dormido na cama da minha mãe e que o meu possível presente poderia estar me esperando debaixo da minha própria, no meu quarto.
Saí correndo, atropelando meus três tigres tristes no caminho.
Mas.... nada além dos livros de sempre.

[...sigh...]

Tudo bem.
Talvez no próximo ano.
Talvez outra caixinha de música.
Quem sabe outra bailarina...
.
.
.
Pos post: no dia em que eu deixar de esperar o meu presente debaixo da cama, aí sim, terei envelhecido.
Eu quero, um dia, transformar a existência de alguém em algo tão mágico quando foi e é a minha.


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Quarta-feira, Dezembro 24, 2003


[9:38 PM]
O primeiro Natal do qual me lembro eu tinha acabado de fazer 4 anos de idade, nós - eu, mãe e pai - tínhamos acabado de mudar para um apartamento na Av. Santos Dumont, na Aldeota (prédio vizinho onde hoje funciona a Unimed) e eu nem sabia o que era Natal.

Nada havia que lembrasse a data, afinal meus pais eram militantes de esquerda completamente contra a disseminação e supervalorização de símbolos do capitalismo ianque e....

Não havia nem pinheiros com bolas coloridas, nem pisca-pisca, nem neve, nem sapatinho na janela. Só três anjos (um rosa, um amarelo e outro azul) e a imagem de um menino num berço de palha que a minha mãe tinha comprado de véspera, me explicando quem era quem no "jogo do bicho", digo, na representação simbólica do nascimento de Cristo - afinal, militantes de esquerda, sim! Mas cristãos, antes de tudo.

(Até bem pouco tempo, ainda tinha o anjinho amarelo, com uma asa quebrada e o rosto arranhado, carcomido pelo tempo, guardado no meu bauzinho de madeira junto com um pé de um sapatinho de crochet azul-caixão-de-anjo, feito pela minha bisavó, mãe da mãe do meu pai)

O apartamento, cheirando a novo, ainda estava entulhado com a mudança descarregada há três dias. Ainda não haviam ligado a luz e o jantar foi servido sob a fraca iluminação de velas, que projetava sombras na parede e me enchia de medo - não gosto de escuro!

A comida foi disposta na mesinha de centro, que até hoje existe na minha sala. E o prato principal, comprado naquela tarde no Pão de Açúcar - Center Um (o único shopping de Fortaleza em 1980) , o tal pernil defumado.

E, então, de noite, eu, mãe e pai - porque Cecília mesmo ainda não havia e só passou a existir em abril de dois anos depois - ficamos sentados no chão, conversando, contando histórias, e eu comi o tal pernil que, no auge dos meus 4 anos de idade, achei que era a melhor comida do mundo!!!

Devo ter dormido cedo e não me lembro o que ganhei naquele ano. Mas Natal para mim passou a ter gosto de presunto defumado.
.
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Depois disso, nunca mais havia comido tal prato. Até que, muitos anos depois, já adolescente, falei dessa lembrança, que me enchia o nariz de odores imaginários e a boca de saliva, e minha mãe comprou para mim quase 4kg de presunto defumado.
Estranhamente, não tinha o mesmo gosto que eu havia guardado durante tanto tempo na memória.
Talvez tivesse sido melhor nem ter provado...

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[12:41 PM]
Últimas notícias:
ClaraBeauty também é gente inclusa digitalmente


To who it may concern, a tal inclusão digital finalmente apareceu aqui em casa para um cafezinho e eu agora faço parte da elite com conexão broad band. Traduzindo: finalmente instalaram os cabos no meu prédio eu tenho internet super ok.

Obrigada, Papai Noel! O sr. acabou de me dar o que fazer nesta "noite feliz, noite feliz" já que eu me recusei a passar o Natal com os demais membros da família. :)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:22 AM]
Acaso poderia eu ficar triste porque o sol se põe no oeste?
A mesma coisa é o Natal, tão inevitável quanto fazer aniversário todos os anos, a Páscoa ou o Dia do Soldado.
Alegrai-vos, pois. Não há outro remédio.
É só mais um dia, talvez dois. E depois a vida retoma o curso normal.
A vida é mais que isso.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:15 AM]



E como diria o Papai Noel...





Ho Ho Ho





Contando as horas para ver o que vai ter debaixo da minha cama amanhã de manhã!


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:14 AM]
Então, é Natal...
Então, é Natal...
Então, é Natal...
Então, é Natal....

Então, é Natal!!!
Então, é Natal!!!
Então, é Natal!!!
Então, é Natal!!!

Então, é Natal...
Então, é Natal...
Então, é Natal...
Então, é Natal...

(Incorpore a Simone e cante ao ritmo de Merry Xmas, do John Lennon)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Terça-feira, Dezembro 23, 2003


[12:27 PM]
Vem aí o ....
I Festival Gastronômico das Sobras de Natal

Dia: 27/12
Hora: 12h (sim, é almoço. E não se atrasem porque eu gosto fazer minhas refeições na hora)
Local: lá em casa (quem ainda (é possível?) não souber onde é, mande-me um email)

Obs: ei, não comam muito na ceia senão não sobra nada para o nosso almoço, principalmente aquela farofinha que tem dentro do peru, que eu A-D-O-R-O-!

Inscrições limitadas - faça a sua nos comentários abaixo.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:34 AM]
Just a little of excitement in this boring day
Acabo de me redimir perante a História do Jornalismo. Pela primeira vez na vida, reconheço: eu sou uma boa repórter!
Eu estou quase acreditando que nasci para o ofício de desatadora de nós (nada a ver com a santa homônima).
Só falta agora eu virar correspondente de guerra.

*** Nossa! eu já disse que eu adoro especular? Poderia ser uma excelente jogadora de xadrez, caso tivesse paciência para partidas sem fim.
Hmmmmm... não! detesto competição.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:56 AM]
Socorro, eu não estou sentindo nada
nem medo, nem calor, nem fogo
não vai dar mais pra chorar
nem pra rir

Socorro, alguma alma
mesmo que penada
me entregue suas penas
já não sinto amor nem dor
já não sinto nada

Socorro, alguém me dê um coração
que esse já não bate nem apanha
por favor, uma emoção pequena
qualquer coisa que se sinta
tem tanto sentimento
deve ter algum que sirva

Socorro, alguma rua que me dê sentido
em qualquer cruzamento, acostamento,
encruzilhada


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:55 AM]
Eu sei que daqui a duas semanas eu vou ter me arrependido horrores do que eu vou dizer agora, mas.... putz! Que saudade das greves. Que saudade das noites em claro estudando para as provas de MTC. Que saudade das obrigações inadiáveis e urgentes.
Eu não sei ficar parada.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Segunda-feira, Dezembro 22, 2003


[10:50 AM]
Coisas que você pode fazer no trabalho quando não há nada mais para fazer - I

- Ler as últimas notícias da Botswana Gazzete

***Tem coisas que só o The Paper Boy faz por você.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:01 AM]
Luto
Foi com pesar que li a matéria publicada na edição de hoje do O Povo comunicando a morte do Seu Muriçoca - funcionário mais antigo e símbolo do Theatro José de Alencar.
Lembro do Seu Muriçoca dizendo para a minha mãe, quando ela produzia alguns espetáculos lá, no tempo em que o TJA era dirigido pelo Haroldo Serra, que eu era muito danada.
Com certeza, os frequentadores do TJA vão sentir falta.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Domingo, Dezembro 21, 2003


[9:52 PM]
Esse domingo foi o dia da preguiça. Apesar de ter chegado em casa, às 4 horas, acordei cedo (às 8h). Fiquei de bobs a manhã inteira, assisti a filme besta no vídeo (60 segundos, com o Nicholas Cage) e depois fui dormir.
Das 12 às 15 horas, dormi profundamente e acordei com uma vontade enorme de comer sushi. Chamei a Cecília e fomos ao Kina, no Del Paseo.
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Ciça -.... blá blá blá e o fulano, irmão da fulana.
Eu - Menina, eu não acho aquele menino essas coisas todas.
Ciça - Eu também não acho, mas ele é bonito.
Eu - Tá, mais ou menos. É bonito mas não empolga. É tipo o Brad Pitty.
Ciça - Eu não acho o Brad Pitty bonito.
Eu - Eu também não, mas tem que ache, né?
Ciça - Nem ele, nem o Leonardo de Caprio.
Eu - Ave! Deus me livre!
Ciça - Agora se fosse o Daniel Day Lewis....
Eu (em alerta) - O QUE QUE TEM???
Ciça - Ah, Clara, vá me perdoar, mas se o DDL me desse bola... eu não sei, não.
Eu - CECÍLIA, VOCÊ NÃO É NEM LOUCA!
Ciça - Mas Clara...
Eu (com raiva) - Porra, Cecília! Sacanagem, cara! Tu é minha irmã!!!!
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Chegamos ao Shopping e esta imbecil que vos escreve tinha esquecido o cartão do banco em casa e nào tinha mais que 10 reais no bolso. Lá vai a Ciça voltar para buscar.
Enquanto esperava, meia hora de deliciosa leitura da revista Pesquisa Fapesp, sobre biodiesel. Uma espera bastante útil, eu diria.
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Várias peças sushi depois, compramos sorvete na Barbaresco (tiramisu+...) e fomos olhar vitrines.
Diante uma loja de brinquedos:
Ciça - Se eu ainda pudesse brincar de Barbie, eu não ia comprar o Ken não.
Eu - Valha, por que? Ia deixar a tua Barbie sem marido?
Ciça - Ah, eu ia preferir o Max Steal.
Eu - O Max Steal?
Ciça - É, ele é mais fortão, mais sarado, está acostumado ao perigo. O Ken é meio gay.

Ah, pois.
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E voltamos para casa, alimentadas e felizes, e fomos assistir ao Daniel Day Lewis pela 387544903570348 vez. This time, "My left foot".

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:48 PM]
A gente sabe que está ficando velho...
...quando reconhece que a indústria cosmética pode deixar ainda melhor o que Deus já fez perfeito - no caso, você mesma.
Gostei tanto da experiência de usar base+pancake+pó compacto (além do já tradicional lápis+rimel+sombra+batom), que vou adotar.
Mas não se preocupe: só vou usar isso nas ocasiões em que a peruísse se fizer imprescindível. Em dias normais, só batom. No máximo, um risquinho preto embaixo dos olhos.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Sábado, Dezembro 20, 2003


[4:04 PM]
Rinite + Antialérgico + Cansaço da semana que terminou.
= pressão baixa. sono. muito sono.

Após o café da manhã, dormi das 10 às 15 horas, na minha redinha amarela cheirando a amaciante. Isso, após uma boa noite de sono.
Teria perdido o dia, se...

Você sabe como os príncipes encantados super pós-modernos acordam as suas respectivas princesas? Nada de beijo na boca (porque, como diria aquele funk, "é coisa do passado").
Com um telefonema, desses que no começo a gente não tem bem certeza se está dormindo ou se acordada.
A fada madrinha se chama Embratel.
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Tá certo, eu admito: a gente finge que deixou de acreditar em prícipe encantado, mas de verdade continua procurando.
E também continua valendo aquela parte da história do "e foram felizes para sempre".

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[3:57 PM]
A gente sabe que está ficando velho por muitos motivos e já citei vários aqui. Hoje me veio a lembrança outro: a gente sabe que está envelhecendo quando deixa de acreditar nas coisas.
Por exemplo, quando eu era pequena acreditava em Papai Noel até que, para meu desconsolo, a minha tia me contou que ele não existia
Eu acreditava que o meu pai era o homem mais forte do mundo, que era quase um dos Superamigos e morria de orgulho porque ele lutava judô ou karatê, não sei direito. A crença na minha mãe durou um pouco mais. Eu achava que ela podia tudo, que era a mulher mais linda, mais inteligente e mais maravilhosa que eu conhecia. Eu continuo achando que ela é a mulher mais bonita que eu já vi, mas reconheço, depois de muitas crises entre nós, que nem sempre o julgamento dela é o melhor para mim.
Até os 13 anos, eu acreditava piamente na religião católica. Cheguei até a ser professora de catecismo. Hoje, eu acho seus dogmas e preconceitos disfarçados de moral e bons costumes absurdos.
Aos 10 anos, eu queria ser presidente do Brasil porque eu não só acreditava como tinha CERTEZA que ia conseguir pagar a dívida externa. Só quando a minha mãe (que estava preocupadíssima com a minha obceção) levou lá para casa três amigos dela que, por acaso, eram professores da Universidade Federal do Ceará, foi que eles conseguiram me convencer não que isso era impossível (para mim era totalmente possível e ponto final), mas que o certo era acreditar que o Brasil não devia nada, de tanto que a nação foi roubada nos tempos da colônia.
Aí, na adolescência, eu passei a querer me vingar das injustiças cometidas contra nós, terceiro mundo, a acreditar na revolução, no socialismo, no comunismo, na revolução, na luta de classes. Eu tirei título aos 16, fui às ruas no "Fora Collor", participei da campanha pelo parlamentarismo, acreditava no PT, no Lula, na esquerda... porque eu acreditava que podia fazer a diferença e mudar o mundo.
Eu acreditava que eu ia crescer, estudar, me formar, arranjar um bom emprego, morar sozinha, encontrar o príncipe encantado, casar, ter gatos, ter uma rede branca na minha varanda e ia ser feliz para sempre - tudo como se fosse um encadeamento lógico e inevitável. Hoje eu nem quero mais isso.
Eu acreditava que a felicidade incondicional existia, que momentos ruins eram só para as pessoas que procuram, que tudo depende de mim, que eu era boa, que eu era gorda, que eu era feia, que eu era chata, que eu era desinteressante, que eu podia tudo, que eu podia confiar em todo mundo, que eu tocava bem, que eu sabia distinguir entre a verdade e a mentira, o bem do mal, o certo do errado.
A vida era tão fácil nesse maniqueísmo simplista...
Mas o tempo é o senhor da razão. E foi passando, passando e as coisas em que eu acreditava foram aos poucos diminuindo, diminuindo, se limitando, se rarefazendo, até que sobrou um punhado de crenças que caberiam perfeitamente numa caixa de sapatos. Tornei-me cética e, por vezes, cínica.
Eu só não deixei de acreditar em mim, mas agora sem fantasias nem pretensões. Eu acredito em mim não como objeto pronto e perfeitamente acabado. Pelo contrário, eu existo enquanto aprendiz, enquanto fonte freqüente de erros e busca de acertos.
Só sou o que sou, e nada mais. Um vir a ser constante.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[3:50 PM]
As três irmãs:





Estrelando: Clara, Cecília e Luíza.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Sexta-feira, Dezembro 19, 2003


[10:33 PM]
Quantas e quantas vezes me mandaram não dizer tudo? Não dizer que gostava? Não dizer o quanto o outro era importante para mim? Quantas vezes ouvi conselhos de "não se exponha tanto? Quantas vezes me disseram para não exceder os limites, não se apegar tanto, não gostar demais, não amar....?
E quantas vezes eu disse que era a última vez? Que nunca mais ia gostar de ninguém? Que ia trancar meu coração num cofre de chumbo e esquecê-lo numa prateleira qualquer da estante? Quantas vezes eu quis morrer quando o outro não quis o que eu achei que o que havia de melhor em mim? Quantas vezes amei sozinha ou o que foi-me dado em troca era de qualidade inferior ao que eu tinha?
Pois eu amei e amo demais. Gostei e gosto demais. E só sei viver se for assim, de extremos, de intensidade. Porque um dia (ah, um dia!) você descobre eu alguém te quer tanto bem quanto o que você reservou para esta pessoa.
Hoje, quando ouvi um "você não sabe o quanto é importante para mim que você esta aqui", eu não precisei saber de nada mais para saber o quanto eu sou querida. E isso, se não apaga as outras mágoas do que já passei, pelo menos me diz que eu estou fazendo certo.
Que gostar e dizer ao outro o quanto gosto é o caminho. É o meu caminho - aquele que eu escolhi.
(eita, como o coração está feliz!)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:36 PM]
Como assim praia? Sol? Mar? Água de côco? Pois eu fui levar as minhsa borboletas para gastar vários dinheiros no Iguatemi. Com ele, lógico.

Momento merchandising

* Livro "Mínimos Múltiplos Comuns", João Gilberto Noll - R$ 56, na Siciliano. A cara do seu melhor amigo ao saber que vai ganhá-lo à guisa de presente atrasadíssimo de aniversário/Natal - não tem preço.
* Se eu fosse assaltar um loja daquele shopping, não teria dúvidas: Blue Spirit.
Deus do Céu, eu, que detesto ouro e coisas douradas, fico maravilhada com as coisas lindas em prata/ouro branco que tem ali. Tem que se segurar para não fazer um estrago
* Sorvetinho de tiramisu+nutella, na Barbaresco. Se é para engordar, vamos fazer as coisas direito.
* Presentinho para o Davi, que cola grau hoje, do Mundo Verde. Não digo o que é, porque este blog pode ser lido por alguém que o conheça. Tomara que ele goste.

Sim, eu uso Mastercard.

E agora dá licença. Tenho que passar o cabelo na chapa, fazer as unhas, escolher a roupa, o perfume, o baton... e correr para a reitoria da UFC.
Ah, como é difícil ser mulher nessas horas em que é preciso ser prática.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[10:18 AM]
Liberdade ainda que à tardinha
E o meu expediente hoje se encerra às 14h, em ponto e impreterivelmente. Daqui, partirei para a Praia do Futuro, com ele, porque faz mais de um ano que a gente tomou uma água de côco juntos.
Já estou devidamente vestida com o meu biquine de borboletas e sainha de florzinhas, contando os minutos para ir-me.
Porque, vocês sabem, né?
"Se, por acaso, eu sei que vou à praia às 14h, às 8 começarei a ser feliz..."

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:57 AM]
Eu sempre disse que não acreditava em porra nenhuma, acabei de me filiar ao Partido Operário Revolucionário Radical Autêntico - PORRA.
Aguardem as próximas eleições.
Juraci - tremei!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:46 AM]
Gente, estou precisando de ahn.. suporte técnico.
Há três dias que sinto uma dor enorme, localizada embaixo da orelha direita, que está quase me matando toda vez que abro a boca, principalmente para comer - para falar não incomoda e para as outras coisas eu ainda não testei.
Algum leitor deste blog tem os sisos?
Será que pode ser isso - os sisos nascendo?
Tem algum leitor que seja dentista e queira me fazer uma cirurgia a um preço módico? (prometo um post-homenagem em agradecimento a este ato de caridade e solidariedade - lembre-se: é Natal!)

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Quinta-feira, Dezembro 18, 2003


[11:47 AM]
Por que eu não leio editorial

"2003 foi um ano marcado por diversas mudanças no Brasil.
Pela primeira vez em nossa história, temos no governo um trabalhador (...) Um líder forjado nos movimentos sindicais e conhecedor das penúrias que assolam este chão.
Mesmo assim, não se pode dizer que 2003 foi um ano fácil. Pelo contrário, (...) Voltamos às ruas após oito anos oprimidos por uma política neoliberal devastadora....".



Depois de longos oito meses, eu acho que estou pegando o espírito da coisa.... Ô texto brega!!!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:50 AM]
The hills are alive with the sound of music
With songs they have sung for a thousand years
The hills fill my heart with the sound of music
My heart wants to sing every song it hears
(...)
I go to the hills when my heart is lonely
I know I will hear what I've heard before
My heart will be blessed with the sound of music
And I'll sing once more


Será que alguém gosta tanto da Noviça Rebelde quanto eu?

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:48 AM]
To whom it may concern, estou me sentindo viva.
Once more.
Como há muito não estava.
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.
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Não, eu não estou apaixonada. Estou falando de algo que só a mim diz respeito e que só a mim faz bem, tanto bem quanto a paixão: satisfação pessoal.

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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003


[3:44 PM]
E esta noite eu estarei de castigo na Sucursal do Inferno para cobrir mais uma das famigeradas assembléias gerais da categoria.
Eu sei. Eu não mereço. Mas virei.
Desconfio que essa será uma loooooooonga e gélida e solitária noite chez Mère Jeanne............


___________
Pra tomar de canudinho (ou "Como assim, Red Label?!")

Por causa disso, mandei o presente de amigo secreto organizado pela Cris por ela mesmo, para ela fazer a entrega por mim.
Fui deixar no trabalho dela, que fica no outro quarteirão, pertinho do meu. Lá, uma surpresa: e não é que fui a primeira a receber o meu presente?!?!? E das mãos da Cláudia, a moça que gosta de enrolar prego.

Pense! 500ml de Mangueira, da amarela. Se não fosse a assembléia desta noite.....

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[1:18 PM]
Antes que eu me esqueça, Compañero Matador, vulgo Periquito Australiano, está na terrinha.
A gente se encontrou ontem, para assistir a uma instalação áudio-visual do Pablim. Mil gentes do Bem, entre as quais Ana Javes, Passarinho Beija Flor, Balla....
E acabei conhecendo duas pessoas lindas: o Adriano e o Déco. Ô como tem gente boa nessa tal terra da garoa...

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:50 AM]
Dois pra la, dois pra cá

A propósito da arte da dança. Ou da ciência. Porque tem que haver uma ou outra para explicar a sincronia do dois em um - de dois corpos, que juntos, realizam um só movimento: o de dançar.

Há o encontro. O encaixe. A conexão perfeita que, se a princípio é tímida e desajeitada, aos poucos amolda-se na sintonia fina dos corpos.

Lentamente e imperceptivelmente, as penas se encontram; quadris ditam a cadência; o peito aperta e arfa; o abraço dos braços; a cabeça pousa no ombro, num cheek to cheek; os dedos riscam o pescoço e o nariz aspira os odores, enquanto os pés levam o uno-corpo. O umbigo sua. Os olhos se fecham.

Os corpos se apertam um contra o outro, um no outro e acham em vontade e desejo. E treme, e arde, e queima, em uma subentendida volúpia, e a música acaba antes de começar e recomeçar de novo e mil vezes mais até que os corpos em um estejam saciados.

Dançar é, antes de tudo, mágica.

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Terça-feira, Dezembro 16, 2003


[5:46 PM]
Cultura Inútil (?)

Para se locomover, um carro faz uso de três tipos de combustíveis: gasolina, diesel ou álcool.
Carburador + injetor possuem basicamente as seguintes funções:
1- Vaporizar o combustível
2- Misturar o vapor obtido com o ar atmosférico para, daí, obter a combustão que proporcionará o funcionamento do vapor

Obs1: dependendo da marcha, a quantidade de combustível a ser vaporizada pode ser maior ou menor.
Obs2: sobre a gasolina, a mistura ideal acontece na proporção 1kg de combustível para 15kg de ar atmosférico.

Como o combustível utilizado pelo automóvel será, impreterivelmente, necessariamente e irrevogavelmente transformado em vapor, isso significa que qualquer outro gás com propriedades inflamáveis também servirá para o mesmo fim.
Exemplos:

* Gás natural
* Gás através da combustão da madeira
* Gás biodigestor, inclusive - sabe o cocô? Então! As bactérias encontradas nas fezes, em contato com a água (H2O), produzem o CH4 que é muito mais inflamável que o próprio gás de cozinha.
Está achando que eu sou louca? Pois saiba que na China isso está sendo largamente utilizado.


Fonte: 14º volume da Enciclopédia Beauty La Rose de Cultura Inútil, 32ª edição - Edições Beauty Books (mais uma empresa da holding The ClaraBeauty Corporation ®)

Com a colaboração do professor Machado, de Física - o mesmo que me expulsou da sala de aula no 2º ano (1993), porque eu estava compenetradíssima numa partida de batalha naval durante a aula dele. Graças a Deus, ele não lembrou desse episódio.



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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[3:43 AM]

For all we know we may never meet again
Before you go make this moment sweet again
We won't say goodnight until the last minute
I'll hold out my hand and my heart will be in it

For all we know this may only be a dream
We come and go like a ripple on a stream

So love me, tonight
Tomorrow was made for some
Tomorrow may never come
For all we know



For all we know




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Segunda-feira, Dezembro 15, 2003


[8:06 PM]
As civilizações pós-modernas (ou "O tempo é o senhor da razão")

Sexta-feira passada recebi um convite que me deixou completamente emocionada.
Meu amigo Davi Opaleye, que está se formando em Medicina, pela Universidade Federal do Ceará, ligou para me convidar para participar das festas (leia-se colação, aula da saudade e o "baile do perfume"*) concernentes a sua formatura. No dia seguinte, ele ligou de novo para confirmar mesmo se eu ia e, como eu não tenho carro, oferecer carona, porque, como ele disse, "faço questão de que você vá".

E você deve estar pensando: "Sim, mas e daí?".

Acontece que o Davi é meu ex-namorado. Terminamos o namoro em 2000, após mais de 1 ano juntos, de uma forma tempestuosa. Chorei, como sempre, porque odeio despedidas. A gente estava brigando horrores e eu sabia que ele estava com outra menina, embora ele sempre tenha negado - ao contrário do que se pensa, não para me enganar deliberadamente, mas para não me magoar ainda mais. Como é sutil a diferença entre traição e cuidado...

Toda essa consideração por mim não passou despercebida. O Davi é hoje um dos meus melhores amigos. É para ele que ligo quando preciso saber de um remédio para isso ou para aquilo, para perguntar a opinião dele sobre questões profissionais (ele odeia jornalistas também), e para pedir conselhos sobre namorados. A voz da tranqüilidade.

O convite para as festas da formatura me emocionou pelo simples motivo de saber que ele também me considera uma grande amiga, que eu ainda sou uma pessoa importante na vida dele, de uma outra maneira, ocupando um outro espaço, por outros motivos, mas uma amiga.

Eu digo: é possível ser amiga do ex, sim! Verdadeiramente amiga. Querer bem de verdade. Torcer pelo sucesso como futuro neurologista e pela sua felicidade.
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Sobre a tal namorada, a Emérita, tem uma história engraçada. Quando eu ainda não a conhecia, o Lauro, colega de turma do Davi, vivia dizendo:

- Clara, você tem que conhecer a Emérita. Ela é ótima, igual a você. Olha, vocês vão se dar tão bem, que eu tenho certeza que vocês vão se apaixonar, ela vai terminar o namoro com o Davi, e vocês duas serão felizes para sempre.

Bem, eu não me apaixonei por ela nem o contrário aconteceu. Mas ela é de fato um amor de pessoa.
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Torço demais para que eles sejam felizes. E vou demais ao Baile do Perfume*


* Nota explicativa: Baile do perfume porque nessas festas dos concludentes de Medicina o que se vê são meninas vestidas de uma maneira que é tal e qual um vidro de perfume. Prestem atenção e depois me dêem razão.

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[12:45 PM]
Antes que eu me esqueça:
Saudações alvinegras.

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[12:31 PM]
E foi então que Deus, em sua imensa sabedoria e bondade, enviou-lhe um anjo, na segunda-feira de manhã bem cedo, que lhe disse:

" - Se trabalhar fosse uma coisa boa, você não receberia pagamento por isso"

E todos se regojizaram.

(Bom, pelo menos, eu fechei a edição do jornal desta semana mais conformada)


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Domingo, Dezembro 14, 2003


[11:38 PM]
E a festa de amigo secreto do Bem Doida! foi um pouco frustrante para mim. Quem me tirou no amigo secreto, afinal, foi o Germano, que não foi à festa. Pô... ninguém merece. Sim, fiquei chateada. :-(

Eu adoro amigos secretos por causa daquela tensão de saber quem te tirou e se a pessoa que você tirou vai gostar do presente. (Ah sim: a pessoa gracinha-tudo-de-linda-nessa-vida que eu tirei foi o Peah. E, como eu sou a Fada Azul e realizo o desejo da galera, ele adorou o presente: vai jogar futebol agora todo fashion com aquele short azul e o "cabelim penteadim" com aquela escova com glitter)

- Germano, você disse que ia me dar uma coisa que você acha legal. Ok, mas vê lá hein? Não vai me dar um exemplar do código civil! :-)

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[12:51 PM]
Maktub
Mãe chega com notícias.
Tenho a ligeira impressão que Deus está querendo me ver pelas costas.
Amém!
:-)

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[12:22 PM]
Acontecimento do dia: Amigo secreto do Bem doida!
A pessoa linda-gracinha-tudo-de-bom-nessa-vida-um-amor que eu tirei pode ficar feliz. Eu adoro dar presentes e estudei minunciosamente as preferências, de modo que, o que eu comprei se adequa totalmente. Afirmo isso com conhecimento total de causa e sem medo de ser feliz.

Agora, tô super-hiper-mega-maxi ansiosa para saber o que vou ganhar. Espero que NÃO seja um CD. Nem um relógio.

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[11:10 AM]
Lanis Wedding Agency

Está querendo se casar?
Está chegando aos 30 e ainda não tem a menor perspectiva de sair do caritó?
Seus problemas acabaram: Lanis, a alcoviteira, resolve tudo.
Casamentos d'além mar, inclusive - hahahahaha!!!!

Menina, deixa de ser louca. Tu não tá vendo que isso não ia dá certo? Eu adoro contar piada de português!!! Como é que ia ser?
Ô comédia - eu nem falo a língua deles (português de Portugal, fique bem entendidol!!! :)


Pos post
Flagrante: Mamãe Lanis Noel e sua rena preferida, Clara Rudolph (a prima daquele outro... ahn... cervo... que tinha o nariz vermelho - por causa da rinite).





- Lanis..
- Oi
- Me diz uma coisa...
- Ahn...?
- O meu marido português...
- Que que tem mulher?
- Tu vai trazer dentro de um saco e vai deixar debaixo da minha cama???
- Ô, mulher!
- Foi só uma pergunta...

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[9:54 AM]
Extra! Extra!

Valha!...E não é que o Saddan foi preso? Só falta o Bin Ladder agora.

Fonte: Agência de Notícias O Palíndromo, via MSN.

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[9:33 AM]
Escovar os dentes ....................... 3 x ao dia (pelo menos)
Tomar café da manhã .................1 x por dia
Praticar exercícios físicos........... 3 x por semana
Publicação da Revista Isto é........ 1 x por semana
Fazer depilação com cera........... 1 x por mês
Aparar as pontas dos cabelos...... 1 x a cada 3 meses
Tempo de gestação de um bebê..... 9 meses
Natal, Páscoa, Reveillon.......... 1 x por ano
????? .............................. 1 x a cada 1 ano e seis meses

Tem coisas pelas quais valem a pena esperar.
(para todas as outras existe lexotan)


PS.: podia ser pior:
Cometa Halley.... 1 x a cada 76 anos

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Sábado, Dezembro 13, 2003


[9:13 PM]



Presentim da dona Lanis de Oliveira, amiga e Barbie Miss Brasil.

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[9:21 AM]
Extra! Extra!

É FESTA
The ClaraBeauty Journal comemora dois anos de fundação


A editora do TCBJ posa para a foto
A verdade nada além da verdade, ética e compromisso com os leitores. Sempre respeitando esses três princípios, comemora-se hoje, dia 13 de dezembro de 2003, dois anos desde que foi publicado o primeiro post do The ClaraBeauty Journal, ainda no antigo endereço, onde era chamado então de Outras Palavras.

A data está sendo comemorada em grande estilo, com a folga da editora Clara Quintela (foto) que, pelo que consta, está descansando em casa o dia inteiro, com o seu pijama de bichinhos sem elástico, pensando em "como está bonito para chover". (no post a seguir, um pequeno perfil da editora)

O The ClaraBeauty Journal é mais uma empresa da maior holding de capital privado que existe neste Planeta Terra, a The ClaraBeauty Corporation®. Por ocasião do aniversário, a chairwoman da The CB Corp®, Miss ClaraBeauty, enviou comunicado felicitando toda a equipe do TCBJ, e declarou que "enquanto o The CB Journal existir, existirá também a esperança de que a ética e a verdade prevalecerão em meio a tanta coisa ruim que se publica sob o título de veículo de comunicação de massa por aí". E acrescentou: "Por todo esse sucesso, quero agradecer também os leitores assíduos e os leitores de ocasião. Vocês são, com certeza, o segundo motivo desse Journal ser publicado", concluiu.

Os leitores estão convidados a participar da comemoração através dos sistemas de comentários abaixo instalados, onde poderão ser deixadas mensagens para a equipe do TCBJ.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:09 AM]
Ok, ok, vamos lá meu perfil (treinando para o dia em que eu for autoridade famosa nesta bodega Brasil)

Nome: Clara
Nome de guerra: Clara Quintela
Nome todim: Clara Quintela de Almeida
Apelido: ClaraBeauty, ClaraBela, Bel ou Brisa (todos do tempo do colégio), Bonequinha ou minha boneca ou bonequinha de louça (minha avó Miriam) Nina, Nininha (esse é como o meu primo Décio me chama), Nina Rosa (esse é o da Tia Ana), Caia (esse é o da minha prima Débora), Cacaia, Caíca, bicho de côco (esse é o da Tia Osana), Caiquinha (esse é o da tia Dan), Maria ou Maria das Graças (minha mãe me chama assim!), Solange (a entidade que eu recebo quando estou atacando de repórter da editoria de Esportes, according to Maurição, ex-editor do O Povo). Mas a galera mesmo me chama é de Clarinha ou Beauty.
Idade: 27
Altura: 1,59 (como assim "altura"?)
Cor: atualmente vermelha, porque fui à praia semana passada. Normalmente, é algo muito branco com várias veias azuis em destaque na minha sinuosa "geografia renascentista".
Peso: já foi 45 e já chegou a 61. Hoje estabilizou em 55kg.
Data e local de nascimento: 5/11/1976, Fortaleza Ceará Brasil
Irmãos: Cecília (touro - de verdade), Luíza (escorpião - de amor e carinho e coração), Davi (de pai)
Mãe: Maria (de gêmeos)
Pai: Celso (de câncer)
Algo mais? Escorpiana típica, ascendente Sagitário e lua em Áries. (Má, muito má.)

Profissão: jornalista, por um descuido da faculdade, reafirmado pela Fenaj e pelo Ministério do Trabalho - uma relação de amor e ódio, eu diria.
E se não fosse: aí, fudeu. Não tem muita opção, não: médica legista ou terrorista.
Adendos: ClaraBeauty da Estrela, também nas versões shiatsuterapeuta, sushiwoman, e escritora, embora ninguém pague nada para ler minhas crônicas.
Coleção: sonhos. Tenho vários.
Para curar a ansiedade e fazer o tempo passar mais ligeiro: ler, cantar, fazer crochet, tocar piano, ouvir música, escrever.
Morro de medo de... barata, escuro e do monstro que mora embaixo da minha cama. (eu nunca deixo os pés para baixo)
Frustração: não saber jogar futebol. Não ter ido a Londres.... ainda.
Brincadeira: Scotland Yard, polegares, pular elástico e jogar carimba / queimada / cemitério na rua (embora não tenho mais idade para)
Quero muito: viver de escrever crônicas / viajar o mundo inteiro com mochila nas costas
Quero de jeito nenhum: chegar aos 30 morando com a mamãe.
Tenho orgulho: de cantar bem.
Morro de vergonha: não sei dirigir.
Ninguém faz melhor que eu: doce de leite!!!

Bicho preferido: gato (meus três tigres tristes: Amélie, Rosa e Tulipa) e lagartixa (Philos, a que habita as minhas costas)
Comida preferida: agora pegou.... canelonni de ricota e espinafre, sushi de salmão, peixe ao molho de camarão. Só para citar alguns.
Bebida: Suco de uva, vinho tinto doce e vodka com tanjal.
Guloseima: chocolate e sorvete. Muito, por favor
Restaurante que eu recomendo: Kyingio (japonês), Famiglia Giulliano (italiano) e a feijoada do Restaurante da Zena aos sábados
Para tomar duas, porque só uma é pouco: boteco do seu Oliveira, embaixo do meu prédio. O churrasquinho é o que há!


Livro: dentre tantos, Pergunte ao Pó (John Fante) e Cem anos de solidão (Gabriel Garcia Marques). Harry Potter até o livro 4. o 5 é besta. Todos da Agatha Christie.
Filme: Cinema Paradiso
Música: depende do dia. Atualmente, um CD com solos de violoncelo do Bach.
Na TV: seriados (Testemunha silenciosa, Jonathan Creek e Bad Girls - ingleses/ CSI / Buffy e Angel/ Friends/ Ally MacBeal), Fanzine (quando era apresentado pelo Marcelo Rubens Paiva, há 15 anos), Matéria Prima (alguém se lembra disso???), as novelas do vale a pena ver de novo, Castelo Ra Tim Bum, Os crimes perfeitos da história (passava no Discovery), Saia Justa (ah vá.... é engraçado), Bom dia Brasil e quando o Esporte Espetacular era apresentado pelo Vanucci.
Desenho animado: os super-amigos ("enquanto isso, na sala de justiça"), Scooby-doo, Pernalonga e o Mr. Magoo ("Oh Waldooooo")


Adoro em mim: meu cabelo, minhas pernas e minhas mãos (magrinhas e de dedos longos).
Podia ser melhor: minha barriga :-(
Tem que malhar: caminhada ou trekking (uma vez na vida).
Receita de beleza: vasenol nas pernas (é baratim e só faz bem). Lápis preto no lugar da sombra (não escorre).
Para curar a insônia: óleo essencial no travesseiro.
Perfume: geralmente, os masculinos tipo CK One. Mas adoro Áqcua de Gió e Chanel nº 5
Xampu: só de farmácia de manipulação, prescrito pelo Dr. Gilmário.
Sabonete: Dove líquido ou um de glicerina e erva doce artesanal.
Maquiagem: só batom, lápis e rimel. Natura ou Avon.
Roupas: as confortáveis, preferencialmente saias na altura do joelho e camiseta. Tamanho 40 ou 42/M, por favor.
Sapatos: sandálias, sem salto. 35.
Qualidade: sou sincera, sou afinada, sou das que (ainda) se apaixonam, mandam flores e dedicam canções.
Defeito: sou "trator" demais. Ansiosa demais. Sincera demais. Dura demais. Choro demais. Me apaixono demais. Sofro demais. E me cobro demais.

Homem tudo nessa vida de bom (benza Deus!): Daniel Day Lewis
Homem "nem pelo amor de Deus": Brad Pitty
Quem levaria para uma ilha deserta: alguém tem dúvida que seria o Daniel Day Lewis???
E quem deixaria lá para sempre: alguém acha que, estando eu e o Daniel Day Lewis lá, eu ia querer voltar????
Não dá para encarar: mau hálito e cheiro ruim, sobrancelhas emendadas, unhas lixadas na manicure (se tiver esmalte incolor, então... nem o Daniel Day Lewis!). Bigode também é uma negócio delicado.
A primeira coisa que eu reparo: o "conjunto da obra" (tem que ser harmônico). Depois, as mãos, de preferência, perfeitas. E grandes!!!
Dou a preferência (e outras cositas mais, dependendo dos agrados): pessoas educadas, inteligentes, bem humoradas. Se souber cozinhar, ganha pontos extras.
Não resisto: a ser dengada. Ô como eu sou mulherzinha nessas horas!!!
Ave Maria, como é bom: cosquinha nas costas.
É muito bom: barba de três dias arranhando o pescoço
É bom demais: beijar na boca (longo, lento e demorado)
Corta tesão total: mordida (com força). Aliás, qualquer coisa que provoque dor
Faz brochar na hora: telefone tocando, saber que vou ter que sair correndo depois (a pressa é inimiga da perfeição... e eu sou p-e-r-f-e-c-c-i-o-n-i-s-t-a), saber que alguém pode chegar a qualquer momento, situações arriscadas.
Tenho demais: tesão atrás dos joelhos
Não tenho: cócegas nos pés (pode fazer que eu adoro!!!)
Ver, ouvir, falar?: ouvir
Foi esquisito mas eu gostei: beijo na ponta dos dedos
O melhor lugar: não digo
Foi perfeito: também não digo.
Melhor performance: digo nada!!!
Até hoje penso nisso: não tem perigo de eu contar!!!


Adoro: rir, ler, escrever e receber emails, conversar com os amigos, internet (oooooohhhhh), cozinhas, andar de ônibus sem ter hora para chegar sentada ao lado da janela na sombra, sapoti, beijo na boca, caneta e caderno novo, comprar livros, receber carta pelo correio, procurar novidades nas bancas de revistas, conversar ao telefone, gente inteligente, viajar, dar conselho, tomar banho de chuva, nadar no mar, ficar deitada numa rede sem ter nada para fazer, dizer e ouvir "estou com saudade" e "gosto de você", fazer e receber massagem, tirar fotos, escolher presentes, rir com a minha mãe, cortar os cabelos (embora esteja deixando crescer), pedir conselhos para a minha irmã Cecília, cantar a música da minhoca para a minha irmã Luíza (e sair correndo, antes que ela me bata), ler o blog dos amigos, quadrinhos, literatura erótica, inventar festas, inventar modas, falar besteira, estudar as coisas que eu gosto, falar francês, contar histórias. Tocar piano.

Detesto: ser elogiada, ficar vermelha, escrever dedicatórias, ser chamada atenção em público, ouvir piadas, ter e ser alvo de ciúmes, saudade, mentira, burrice, cafajestes e cafajestagens, o prefeito Juraci Magalhães e a corja, falta do que fazer, pasmaceira, mesmice, falta de boas idéias, fazer as coisas obrigada, pentear o cabelo, cortar as unhas dos pés (nunca lembro), depilação com cera, dar ordens, insônia, tomar remédio, whisky, trabalhar sob pressão, falta de dinheiro, gosto amargo, calor, chantagem emocional. Jornalistas.

A melhor coisa que Deus podia ter inventado nesse mundo: os amigos... os meus principalmente!!!
Uma certeza: que vou morrer, não sei o dia (sentirei saudade da Maria...). É a única coisa certa nesta vida. "Tudo muda o tempo todo".
Ainda vou fazer um dia: tomar banho de banheira com vinho tinto.
Planos para o futuro: vixe... são tantos. Vamos lá: deixar Fortal Ville, levar a sério isso de escrever e sistematizar a coisa, aprender a dirigir.
Sonho de consumo: um veleiro. Para eu morar dentro e viajar o mundo inteiro. E um piano, para eu tocar para as baleias.
Não seria eu se não falasse: "valha!" "ninguém merece!" "valendo" ou "de com força" , "afff..." e "foda-se"
Uma frase: eu não gosto muito disso nào, mas tá: "Minha pátria é o meu sapato", mas eu não me lembro quem disse isso. Acho que foi Bernard Shaw (mas não afirmo com certeza)

E se eu não fosse eu, eu queria ser... Clara Beauty! (chairwoman da The ClaraBeauty Corporation)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Sexta-feira, Dezembro 12, 2003


[6:42 PM]
A Justiça tarda.... mas às vezes, chega

Eu esqueci de comentar o quanto eu estava feliz por essa notícia. Provavelmente, não vai acontecer nada demais, mas gostei do que aconteceu.

Ah, outra (essa, de interesse totalmente particular): soube, mas não apurei a fonte, que o Ministério da Educação designou uma comissão para apurar algumas irregularidades denunciadas pelos candidatos ao mestrado da Ciências Sociais no ano passado - juro que não tenho nada a ver com isso.
É que depois do curso tem insistido para aumentar o número de vagas, de 15 para 20, deixaram na seleçao deste ano nada menos que 12 vagas ociosas (E EU DE FORA DEPOIS DE TIRAR 7,5 NO PROJETO E 9 NA PROVA TEÓRICA!!!). O ministro lá está achando que foi desperdício e que esse povo não quer trabalhar.
Não sei se o fato é verídico e sei que faço mal em divulgar boato. Se alguém souber de mais detalhes sobre, por favor, me diga.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:35 PM]
Reiterando (ou "Muito prazer: Kate Inês)

Eu já tinha emitido aqui a minha modesta opinião, com conhecimento de causa infelizmente, de que jornalista quando não é mau-caráter, é viado. Se for jornalista, será necessariamente uma coisa ou outra. Isso quando as duas condições não acontecem ao mesmo tempo na mesma criatura do mal.
Pois ontem, numa conversa entre amigos, ao reforçar esta máxima do fatalismo conformado, fui interpelada com a pergunta:

Amiga: (acintosa) Ahhhh... e se for jornalista mulher?
Eu - (na boa) A mesma coisa, com uma pequena adaptação: se não for filha da puta, é a própria.
Amiga: (AHÁ!!!!) E você??? É o quê?
Eu - (piscando o olho) Ahh..... depende dos agrados... :)


Sou Clara Quintela em horário comercial. Passou do expediente, pode me chamar de Kate Inês.
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Falando nisso, me recordo de trechos de diálogos muito comuns, depois que trabalhei na campanha do Senador Sergio Machado para o governo do Ceará, no ano passado.
Geralmente, tem sempre algum patrulhista pentelho que indaga:

- Clara, onde está a sua consciência????
E eu, plagiando o Zé Rosa:
- Está lá na agência Praça do Carmo, do Banco do Brasil. Quer o número da conta para fazer uma doação?
- Mas e a ética?
- Como assim "ética"?!?!? Eu sou é jornalista!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[10:22 AM]
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.
O mundo está desabando.

"E ela só quer dançar, dançar..."

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:21 AM]

glub.glub.glub



(kiwi+vodka / siriguela+vodka = quem não aguenta, bebe água - sim, porque tanjal é coisa do passado)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[12:26 AM]
Tenho a leve impressão que bebi além da conta. Senão, vejamos:
* são pra lá de meia-noite e eu ainda não estou dormindo.
* a última coisa que me lembro é da Ana Czajka me chamando pra sair para comer caranguejo (que eu adoro)
* minha língua está amarga
* eu nem dormir ainda e estou com muita dor de cabeça.
* você acredita piamente que a humanidade tem jeito e que as meninas superpoderosas podem derrotar o superman.

É... I should have stayed at home. Cazzo, por que eu faço isso comigo?
(O pior bêbado é aquele que mantém a consciência valendo, mesmo depois de várias doses de vodka.)
Meu Deus, eu preciso dormir.
Mas que vontade de cantar.....e de comer chocolate..... e de tomar banho de banheira com vinho tinto.... caramba, eu acho que eu preciso parar de, pelo menos, pensar em alcool...

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Quinta-feira, Dezembro 11, 2003


[7:41 PM]
Flashes do dia:


* Eu devo ser a jornalista mais relapsa do planeta Terra. Até hoje eu não entendo como a universidade pôde ter me dado o diploma, o sindicato aceitado a minha filiação e a Fenaj liberado o meu registro. Não faz sentido.
* Depois da crise de TPM da semana passada, baixou uma crise de menopausa: puta que pariu, que calor é esse???? Estamos todas as três filhas entulhadas no quarto da mamãe, bem dizer um acampamento do MST, brigando para ver quem fica mais perto do ar-condicionado.
* eu não quero chegar aos 30 morando com a minha mãe - ela não merece isso.
* Sedex é um negócio caro.
* A partir da próxima semana, teremos internet a rádio lá em casa. Isso é o que o povo chama de "inclusão digital"?
* por que será que só no natal as pessoas se lembram que os tais "excluídos" existem e querem nos obrigar a fazer doações?
* ai que vontade de comer sushi.
* "Tu te tornas eternamente responsável pela canabis que sativa"
* o desafio tem nome de santo.

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[7:58 AM]
Como eu disse, a campanha:



Apóie essa campanha você também. Copie e cole o seu blog:

http://www.lanis.blogger.com.br/voltalogodonaanha.gif

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[7:57 AM]
Profissão-tesão: arquiteto
Hoje, 11/12, é comemorado o Dia do Arquiteto - na minha opinião, uma das profissões mais... ahn... interessantes que há.

Lanis
Migous
Renata
Annya

Pos post: e o PA também!!! (valeu, Rapha!)

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Quarta-feira, Dezembro 10, 2003


[6:07 PM]
Caro amigo secreto

Já sei o que eu quero ganhar, caso você ainda não tenha comprado meu presente.
Estou precisando - MUITO!!! - de material para prática do que aprendi no meu curso de MTC.
Exemplos:
* Ventosas - tamanho médio (Atenção: quero daquelas que se utilizam de uma bombinha de vácuo. As com fogo (comuns) são perigosas e pouco práticas).
* Moxa - um charuto de arnica que quando queima tem cheiro de maconha. R$ 2 a unidade (só preciso de uma).
* sementes de mostarda + esparadrapo microporo + bandeijinha de preparo das sementes, para prática de auriculoterapia.
* um livro com os pontos de acupuntura, de preferência com fotos e desenhos ilustrativos. Os do Giovanni Macciocia são os melhores, embora caros.
* um estojo (tipo maleta de médico) para eu guardar meu material.

Você pode encontrar tudo isso na loja Acqus Natus (Av. Br. de Studart, num prédio em frente ao Canecanto) ou na loja 5 Elementos (Beira Mar Trade Center, o prédio da MacDonalds, vizinho ao Othon Palace Hotel). Caso você não tenha idéia do que eu estou falando, com certeza os vendedores saberão. Don¿t worry!

Caso já tenha comprado, desconsidere esta dica e muito obrigada.
Mas se comprar, prometo uma sessão de graça!!!

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[5:59 PM]
...em pedaços...








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[11:02 AM]

Alguém

editorial?



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Terça-feira, Dezembro 09, 2003


[5:31 PM]
Pausa para um desejo
Isso de matar e esfolar dragões cansa um bocado. Estou em pedaços.
Tudo o que eu queria agora? Um trator, ou melhor, um rolo compressor, daqueles usados para pavimentar as ruas, para passar nas minhas costas de cima a baixo, e depois de novo de baixo para cima.
Dói tudo e estou tão cansada...
Eu sei que estou ficando velha, e não é isso que lastimo, porque sei que é inevitável.

Só reclamo a falta de uma certa rede de frente para o mar que nunca tive.

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[5:16 PM]
Ofício nº 0006

De: Clara Beauty
Para: Deus
Assunto: "O Senhor é meu pastor e frilas não me faltarão"


Prezado Senhor,


1 é pouco. 2 é bom. 3 é demais. Agora 4.... putaquepariu!
O Senhor sabe. Estou falando de trabalho. Já estava atendendo a três clientes e me chegou o quarto (o que paga melhor, por acaso) para garantir meu 15º salário, desde que eu entregasse um jornal (4 páginas, tamanho A4, colorido) até sexta-feira próxima.
Não, Senhor, eu não estou reclamando. Pelo contrário, muito obrigada por ter me enviado todos esses trabalhos extras. Mas, francamente: não dava para o Senhor ter segurado a onda aí e ter mandado este último só em janeiro quando eu não terei absolutamente nada para fazer?
Bem, foi só uma pergunta.
Feliz Natal para o Senhor também!

Atenciosamente,

ClaraBeauty
Chairwoman - The ClaraBeauty Corporation®

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[5:16 PM]
Vi quem não devia e também fui vista.
No sustar do fôlego, o oi ficou atravessado na garganta.
E ao engasgar que percebi que o coração ainda, coração.
Um dia, sei que fico pronta. Por hora, sei que é tudo vaidade.

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[12:55 PM]
Campanha

Queremos a Anha de volta!

E os que forem favoráveis, assinem e levantem as mãos no abaixo-comentários: \O/

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[10:04 AM]
Enquanto eu estou super-hiper-mega-maxi-ocupada-demais para escrever as minhas bobagens, deixo vocês entretidos com mais uma série especial no meu flog: Meus pés.
Divirtam-se!

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[7:50 AM]
Eu não sei se chegarei viva ao fim do dia.
Tenho um dragão para matar (o meu chefe), uma torre para defender (o meu emprego) e uma donzela para salvar (eu mesma e nem tão "donzela" assim. Mas enfim...).
Invoco os poderes do Bem e a proteção divina para me defender nesta luta de foice no escuro - só mesmo São Jorge para entender de dragão. E olha que o meu chefe nunca morou na Capadócia.
Se sobreviver, prometo acender uma vela no boteco mais próximo lá de casa.

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[7:38 AM]
Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia

Eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal

Porque eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge


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Segunda-feira, Dezembro 08, 2003


[2:07 PM]
Foi tanta euforia nos últimos três dias, que eu tinha esquecido de contar aqui que a minha amiga Ana Czajka, a polaca de Brasília, estava em Fortal Ville.
Há três dias, a bichinha me liga e há três dias eu não posso ir lá vê-la.
Mas isso vai mudar. Jantaremos hoje, em grande e$$$tilo, no Kyngio, o the best restaurante japonês da província (o chef Marcos Fukimoto é meu professor!!!), com direito a se sentar naquelas mesinhas baixinhas, onde a gente tem que tirar o sapatos.

Porque hoje tem rodízio lá também.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:39 AM]
Segunda-feira, feriado de nossa Senhora da Conceição e aniversário de 94 anos da minha avó materna.
O que eu vou fazer hoje? Trabalhar!
Tenho um jornal de 8 páginas, tablóide, que deveria ter entregado na quinta-feira última. ("O senhor é meu pastor e frilas não me faltarão").
Favor deixar recado após o beep.

Beeeeeeeeeeeeeeeeeep!

Pos post: Missão cumprida.... ou quase.
Terminei 90% dos textos que tinha para fazer. Dos 18, só faltam dois, que eu só poderei fazer amanhã, porque deixei material no trabalho.
Agora, estou que não consigo escrever uma frase. Completamente ôca.
É uma lástima ter que escrever por obrigação.


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:37 AM]
Reflexões agrícolas sobre um diálogo acontecido na noite de domingo

A gente colhe o que planta, ainda que não seja na mesma proporção. (Ex.: se eu plantar algodão e der uma praga de bicudo, eu vou colher menos do que eu esperava. Mas às vezes Deus ajuda, chove, e bato safra recorde. Captou?)

Agora, o fundamental disso tudo é entender que se eu plantei melancia, eu não poderia esperar colher caju né?

Isto posto, saiba: a vítima e o algoz são apenas faces da mesma moeda.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:23 AM]
E já está nas bancas virtuais mais uma edição - a 5ª - da sua Revista Caracas Especial Programa de Domingo



Desta vez, eu fiz uso do meu diploma universitário (conquistado após 4 anos de muito esforço, na Universidade Federal do Ceará) e assumi meu posto de redatora de Caracas:
Sim, eu sou a responsável pelas legendas - ou seja, só tem besteira.
Tudo bem que colunismo social é desdenhado nas redações, isso para não dizer aquelas piadinhas ("colunista não é jornalista"), mas poderia ser pior. Eu poderia ser assessora de imprensa, já pensou? :-)
Enfim, enjoy!

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Domingo, Dezembro 07, 2003


[5:59 PM]
E esta Fada Azul que vos escreve foi com o seu biquine azul, a sua calça azul, a sua blusa com detalhe azul e a sua bolsa laranja curar o porre na praia, na companhia de seus dois anjos da guarda.
Olha eu, tentando esconder as olheiras:


Esse pontinho preto ao lado do meu umbigo é uma joaninha que apareceu e pediu moradia. Pena a máquina ter desfocado.

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Curar ressaca mais ou menos, porque eu mesma não sofro desse mal. A única maneira de eu sentir qualquer indisposição é quando eu bebo de mau-humor ou preocupada com alguma coisa. Como ontem eu estava super zen demais, não senti nem dor de cabeça. Acordei às 8 e fui acordar a Lanis.

Mais que tirar ressaca, eu estava indo para tirar o mofo, porque desde julho eu não sei o que é ir à praia. Eu estava tão branca, mas tão branca, que as veias em destaque na minha enorme e sinuosa geografia estavam me dando um aspecto cianótico. Estava mesmo levando a sério isso de ser "Fada Azul".

Estava mais do que na hora de botar o biquine e ir expor minha figura enorme e branca (bem dizer uma madonna italiana. Isso acrescido de: roliça como uma musa da Renascença!) nas areias da Praia do Futuro.
Meu Deus, alguém me explique como é possivel viver numa cidade sem mar!
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Pense! Tudibom!
Água de coco, sol, banho de mar, sol, castanha de caju, sol, depois Annya e Juliana, sol, banho de piscina, sol, sushi e sorvete de banana com passas.
Tô vermeeeeeeeeeeeeelha!!!!!!!!!!!!!!!

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[4:20 PM]
Foi mais ou menos assim que eu acordei hoje:



(Isso sem falar do IGP-M...)





É impressionante como eu apaguei depois das vódegas de ontem.
A Lanis foi quem me ajudou a recordar alguns flashes, mas no geral é tudo meio enevoado.
Podia ter matado alguém que não iria me lembrar.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:25 AM]
Ressaca? Não. E-M-B-R-I-A-G-A-D-A ainda!


Ainda estou completamente bêbada da saída de ontem.
Não sei que horas cheguei em casa, não sei COMO cheguei em casa, se alguém veio me deixar, se alguém me colocou para dormir.... a última lembrança que eu tenho é de que estava tomando milkshake de ovo maltine com a Lanis e o Migous.
E pronto.
Depois daí, o mundo se faz obscuro diante dos meus olhos, inclusive literalmente - quando acordei inda a pouco, não conseguia enxergar absolutamente nada. As lentes estavam grudadas nas pálpebras, os olhos vermelhos e injetados.
Depois de conseguir finalmente distinguir que estava deitada na minha cama e que não tinha ficado cega, me dei conta que estava me acabando de vontade de beber água e fazer xixi. Não necessariamente nesta ordem. Levantei e fui ao banheiro.
Abro a porta do quarto e saio no corredor. Esbarro na Cecília, minha irmã, que fica me olhando uns 30 segundos, com uma cara que denotava a expressão "valha!"..... eu estava só de calcinha desfilando no meio da casa! Agora, quem foi que tirou a minha roupa ontem??? Quem foi que fez trança no meu cabelo? Quem foi que colocou o meu sapato dentro da rede?
E peraí: por que os banheiros da Órbita não tem porta???
.
.
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Olha, eu vou dizer.
Toda vez que algum amigo meu dizia que estava triste e que ia beber muito para tentar esquecer a dor, eu vinha com aquele papo do A.A., dizendo que beber para afogar as mágoas não resolvia porque elas, as mágoas, sabem nadar muito bem, e etecétera e tal.
Vou parar com isso.
Se alguma mágoa conseguir pelo menos boiar depois de 1 chopp de vinho+ 4 caipiroskas+2 comprimidos de dimetapp (antialérgico "sossega leão"), eu não teria a menor dúvida em afirmar: esta mágoa é ninja.

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Sábado, Dezembro 06, 2003


[11:39 AM]
Project Seek and Destroy
Mission: "Eu vou beber, beber até a cair"


Eu não sei quanto a vocês, mas hoje à noite eu vou beijar na boca.

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[11:31 AM]
O problema é de junta (ou "Junta tudo e joga fora")

Como eu acredito em holismo e acho que nem só ácido gama linolênico cura tensão pré-menstrual, fui me tratar com a outra parte da medicina: a alternativa.
Tem coisa melhor que massagem? Pois foi 1 hora e meia de sessão com a minha amiga, colega de curso de MTC e terapeuta Magda Vieira - só não dou o telefone dela porque ela está de mudança para BSB :-(

Diagnóstico: estase de xuê (sangue) levando a hipertatividade e fogo do gan (fígado) / fogo no wei (estômago) ascendendo ao xin (coração) / deficiência do Qi do fei (pulmão) / deficiência do Qi do pi (baço).

O tratamento: shiatsu, aromaterapia, acupuntura (R1, E36, BP6, P11, P9, VC 9, IG4 cruzando com o F3, G20 e é claro Ytang que é para acalmar a mente), auriculoterapia (sementes de mostarda na orelha no coração, fígado, shenmen, subcórtex e simpático), moxa do B20 e B21, ventosa na altura do B15.
Concluindo a parte do corpo, massagem reflexógena (aquela nos pés) M-A-R-AV-I-L-H-O-S-A!!!

Depois de uma conversa longa entre amigas, sessãozinha de reiki, para alinhar os chakras que estavam mais sinuosos que as curvas da estrada de Santos.


Et voilá: saí de lá outra.
Pronta para o massacre de hoje à noite.

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[6:33 AM]
A noite de sexta começou bem. Festa de niver do meu amigo Otávio Renner, fã da Ivete Sangalo e companheiro de longas datas do coral. Ele tenor e eu soprano, costumava-mos sair dos ensaios, às 22 horas, aos gritos, cantando pelas ruas dessa província megalômana que é Fortal Ville. Detalhe: versões líricas para sucessos do momento.
Exemplo:

"Segura o tchaaaaaaaaaan
Amarra o tchaaaaaan
Segura o tchan, tchan, tchan,
Tchan, tchaaaaaaaaaan"


(música incidental - A rainha da noite, da ópera a Flauta Mágica, de Mozart)
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Mas sobre a festa.
Como o pau que rolava era música baiana e eu mesma é que não ia ficar amuada num canto olhando povo se divertir, encarei. Eu sei que eu danço mal "bragarai", mas enfim, pensei, não há nada neste mundo que eu não possa fazer, desde que dedique um mínimo de atenção. E convenhamos: não é preciso ter muito mais que dois neurônios para ver como é que faz, né?

É... mais ou menos...

Era, bem dizer, a festa do Ibama. E tome dança da tartaruga, dança da galinha, dança do pintinho, dança do gatinho, dança do cachorrinho.... (gradativamente aumentando a bizarrice dos animais).... dança da marmota estrábica, dança da lagartixa com torcicolo, dança do ornitorrinco manco....

Aí chega, né? Como eu não poderia beber, devido a um compromisso nesta manhã de sábado logo cedo que depois eu conto o que era, estava ficando difícil aprender a coreografia.

Tá bom, eu confesso: foi legal.
.
.
.
Observação sobre o Renner: ele é gaúcho ("mas", according to him, "macho que só um preá"), nascido no Rio Grande, mas morou a vida inteira em Poá.
Aí, ele ligava para mim de vem quando, com um sotaque carregadíssimo.

Ele - E aí, guria? tudo tri? Mas adivinha quem tá falando?
Eu - Oi, Otávio! Tudo bem?
Ele - Bah, ma como tu adivinhaste, tchê?

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:26 AM]
Capitalismo / Marxismo / Fordismo / Toyotismo / meios de produção / bens de consumo / mais valia / New Deal / guerras mundiais / crises econômicos / emprego / trabalho / revoluções / liberalismo econômico / neoliberalismo / estado de bem estar social / CLT / reforma da previdência / reforma tributária / reforma trabalhista / sindicalismo / governo Lula.
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Depois de três dias envolvida num seminário de planejamento/orçamento para 2004, sexta-feira foi o dia da redenção.
.
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Foda-se o mundo, que eu não me chamo Raimundo, e se me chamasse seria uma rima, e nunca a solução.
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O fim de semana já começou.

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Sexta-feira, Dezembro 05, 2003


[5:49 PM]
A tragicomédia do amor
As cenas descritas a seguir são verídicas. O nome dos personagens foi omitido para preservar a identidade dos mesmos. Qualquer semelhança provavelmente não terá sido mera coincidência.

Cena 1 - a mais clássica de todas
- Mas eu te amo! Não consigo viver sem você!
- Olha, eu acho você uma pessoa maravilhosa, super bonita, inteligente,.... mas vamos ser apenas bons amigos
- João, er.... antes que eu me esqueça....
- Sim, pois não? (solícito)
- Vá se fuder!


Cena 2 - Confissões
Ele - Preciso te contar algo. Mas você tem que me jurar segredo.
Ela - Juro!
Ele - Estou totalmente apaixonado.
Ela - Sério?!
Ele - Seríssimo. E ela é linda. Tem um cabelo, uns olhos, corpo maravilhoso
Ela - Ah, pára.... Estou ficando encabulada....
Ele - E não é só isso: super inteligente, divertida, um papo excelente....
Ela - Não é para tanto (hihihi)
Ele - É sim. Você precisa me dizer...
Ela - Sim! Sim!
Ele - ... aquela sua amiga Fulana tem namorado?
(cai o pano)

Cena 3 - A escolha de Sofia
* cenário - quarto da moça, cheio de livros, CDs e objetos nas prateleiras da estante. Penumbra. Uma cama, dois corpos ofegantes.

Ela - ..E blá blá blá....eu te amo.... blá blá blá.....não vivo sem você blá blá blá....
Ele - (interrompendo) Atchim!
Ela - Que foi? Está gripado?
Ele - Não.. atchim... é essa poeira acumulada nas suas coisas. Francamente, você não limpa o seu quarto, não?
Ela - Desculpe, eu.....
Ele - EU AGORA VOU FICAR A NOITE TODA ESPIRRANDO POR SUA CULPA!
Ela - Desculpe, eu....
Ele - (beirando o histerismo) ISSO AQUI É UMA BAGUNÇA! VOCÊ DEVIA TER VERGONHA!
Ela - Desculpe, eu...
Ele - (já histérico) COMO É QUE ALGUÉM CONSEGUE VIVER NUM LUGAR COMO ESSE, COM ESSA QUANTIDADE DE ÁCAROS...
Ela - (tomada de assalto) OLHAQUI: se eu tiver que escolher entre você e os meus ácaros, é melhor que você saia agora.
(cai o pano)

Cena 4 - Natal
(ao telefone)

Ele - Olha, eu sei que o nosso namoro terminou, mas isso não é motivo para a gente deixar de se falar.
Ela - Tudo bem... mas é que foi tão recente... apenas 15 dias que terminamos....
Ele - Foi recente a nossa separação, mas as nossas brigas, nossos desentendimentos já vinham se arrastando há muito tempo.
Ela - É, eu sei. Sei que fizemos certo ao terminar tudo e também que não há motivos para não sermos bons amigos. (em tom de alívio) Feliz Natal para você também.
Ele - Isso! Feliz Natal, menina!
Ela - Anh... bem...er... agora que está tudo bem entre a gente, preciso te contar uma coisa: lembra do fulano? Aquele tenor que cantava no coral ao teu lado?
Ele - O que toca sax? Sim, eu lembro. O que que tem?
Ela - Pois é.... a gente ta namorando.
Ele - O QUÊ?????? COMO VOCÊ PÔDE??? FAZ APENAS 15 DIAS QUE NÓS TERMINAMOS!!!!!
(cai o pano)

Cena 5 - Vocabulário

Ela - O verde dos teus olhos são meus faróis na escuridão desta noite, de tal brilho tão intenso que chega a ser quase tão ofuscante quanto o amor que eu sinto por você. E a mesma vertidão é a luz que me guia durante o dia, na lembrança que guardo quando estou longe de ti.
Ele - ... os teus olhos também são...ahn... legais.
(cai o pano)

Cena 6 - Lagarta listrada*
Ele - Antônia, você parece louca.
Ela - Pareço não. Eu sou. De que outra maneira você explicaria eu estar com você até agora?
*Com trechos de Manuel Bandeira
(cai o pano)

Cena 7 - Eu faço samba e amor a noite inteira
(chegando atrasada ao trabalho, pela manhã)

Ela - (cantando) "Bom dia, meu amor... estou chegando agora... o dia já raiou...."
Colega 1 - Tá feliz....
Colega 2 - É, o namorado dela chegou de viagem ontem.
Colega 1 - (com veneno) Aaaahhhh.... então, deu para matar a saudade.
Ela - Ô, se dei!!!
(cai o pano)


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Quinta-feira, Dezembro 04, 2003


[7:11 PM]
Sabe o que é?
Eu acho que está faltando beijo na boca neste blog.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:10 PM]
Então, ao acabar de ler o livro, ela teve uma revelação. Pela primeira vez, saltava-lhe aos olhos com clareza de que tinha 20 anos e que não sabia beijar, digo beijar na boca, com lábios e língua e saliva.
É claro que já tinha beijado tantas vezes antes e tantas bocas e lábios e línguas e salivas com texturas, temperaturas, gostos e ritmos diferentes. Mas descobriu enfim que o essencial não havia sido aprendido. Descobriu isso ao ler a descrição do beijo (perfeito, na sua concepção de beijo) naquele livro, quando se deu conta que desejava aquele instante descrito para si, entre um arfar de peito e uma sensação estranha de formigamento que começava de lugar incerto e se espalhava no resto do corpo. Ah, sim: o frio nos pés de pingar gelo.
Soube que tudo que tinha tido antes eram arremedos esvaziados de significados e sentidos físicos. Que só a partir de então ela entendera porque as pessoas se beijam.
É quente. Cheio. Intenso e manso. Suave e profundo.
Sincronia no respirar e aspirar odores.
A cumplicidade como se dois um fossem.
A sensação da alma beijada.

"E eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água"

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:44 PM]
Toco sua boca; com um dedo toco o contorno de sua boca. Vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse. E basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha mão escolheu e desenha no seu rosto. Uma boca eleita entre todas, com soberania liberdade eleita, para desenhá-la com a minha mão em seu rosto, e que por acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha.

Você me olha, de perto me olha. Olhamo-nos cada vez mais perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se. E os ciclopes se olham, respirando confundidos. As bocas se encontram e lutam debilmente; mordendo-se com os lábios, apoiando ligeirmente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem, com um perfume antigo e um grande silêncio. Então minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordermos, a dor é doce; e se nos afogarmos, num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte será bela.

E já existe uma só saliva e
um só sabor de fruta madura...

E eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água.



Entre beijo e boca
Júlio Cortázar, in Jogo de Amarelinha

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Quarta-feira, Dezembro 03, 2003


[8:07 PM]
A consulta
Eu sempre acreditei que Tê-Pê-Eme era frescura. Desculpa esfarrapada de mulher quando quer arrumar confusão com o namorado. Como Deus está vendo tudo que a gente faz, paguei pela língua.
Após duas semanas insuportáveis - para mim e para os que me cercam mais ainda - segui os conselhos da minha amiga Kerla Cristina, PhD em alterações emocionais ocasionadas pela Tê-Pê-Eme. Fui ao médico, para ver se ainda tinha jeito.

Dra. - Olha, pela sua história de patologias pregressas, eu digo que você está com a sua taxa de estrógeno em níveis estratosféricos.
Clara - E eu vou morrer, Doutora?
Dra. - Morrer, não. É mais fácil você matar alguém.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:01 PM]
Agradecimentos II (ou "Meu presente de Natal")

Não poderia esquecer de agradecer à indústria farmacêutica, por ter desenvolvido e colocado no mercado:
- Ácido Gama Linolênico (especial para alterações emocionais, Tê-Pê-Eme, sintomas do climatério e afins) ao módico preço de R$ 53,00.
- Normetandrona Metilestradiol - para apressar o que está demorando - R$ 12,00 (dois comprimidos)
- Extrato de Valeriane - medicamento fitoterápico com efeitos ansiolíticos, narcolépticos e anti-estress - R$ 28,00
- Diane 35 - anticoncepcional poderosíssimo que me acompanha há milênios - R$ 14,00

Alguém sabe somar aí?
Aproveitando o ensejo, eu gostaria de agradecer ao Governador do Ceará, o Excelentíssimo Sr. Lúcio Alcântara (PSDB), por ter aumentado a alíquota do ICMS no Estado.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:57 PM]
Agradecimentos

* Eu gostaria de agradecer, primeiramente, à minha mãe e ao meu pai, por sempre terem priorizado a minha educação, o que me posibilitou concluir a faculdade de Comunicação social na UFC, me graduar como jornalista profissional e conseguir o emprego na entidade onde ora trabalho e ganho o meu sustento.

* Eu gostaria de agradecer à entidade onde ora trabalho por pagar 50% do meu plano de assistência médica, com direito a internação em apartamento.

* Agradeço também a Unimed, por me proporcionar acesso à Dra. Mirtenes

* Meu muito obrigada à Dra. Mirtenes, ginecologista, por entender tão bem o meu problema de Tê-Pê-Eme e me tratar com tanta atenção e compaixão.

* Também agradeço à Menina que enrola prego por ter me indicado à Dra. Mirtene.

* Obrigada também à melhor amiga Kerlinha Cristina que me orientou a procurar um médico imediatamene e me explicou cientificamente o que era Tê-Pê-Eme ("TPM é assim: você se acha feia, você se acha gorda, você se acha burra, você acha que não faz nada direito, você acha que ninguém te ama....")

* Obrigada ao Docinho pelos ensinamentos através da Parábola do Cachorro e da Pedra

* Agradeço ao Daniel "meigamente evil" por ter me feito um bem danado ao me dar força, como sempre, para eu pegar o primeiro pau-de-arara e deixar o meu Cariri - Ok, Dani, mas antes eu te encontro na margem gauche do Capiberibe, no Recife. Janeiro tá bom pra você?

* Por último, quero agradecer de pé e em público a todos os meus ex-namorados, ex-casos, ex-paixões, ex-enrolações, ex-ficantes ex-affairs, ex-qualquer-coisas, vítimas em maior ou menor grau das minhas crises histéricas e surtos psicóticos. Além de agradecer, eu também gostaria de pedir perdão. Juro também que nunca mais vou falar mal de vocês, tá? Ok, nunca é uma palavra muito forte, mas eu vou evitar, tá bom assim?

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[12:56 PM]
Definição mais que perfeita sobre meu estado de espírito: suicida, by Charlie
Quer uma prova? Pois hoje gritei com ninguém menos que o Srt. Hettfield:

Ele - Clara, a discussão acabou.
Eu - Não, a discussão não acabou, mas eu não quero mais falar com você.


E dei de ombros.
Tenho ou não tenho potencial para dirigir carro-bomba para o Hezbollah?

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:02 AM]
E ontem eu dei um escândalo no ônibus por causa de 10 centavos - como é que a Ettusa aumenta a passagem e não avisa aos usuários??? - Bom, mas isso não importa. O problema foi o escândalo. O pobre do cobrador deve ter achado que eu era, na melhor das hipóteses, uma louca fugida do Hospital Mental de Messejana.

Minha terapeuta disse que da próxima vez que eu fizer "um pantim neste top" (palavras da Dra. Roberta), ela me mandaria de volta para a psiquiatra. Recomendando tratamento de eletro-choque!

Nessas horas, eu penso: "só a ginecologista me entende..."

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:51 AM]
E quando tudo que você quer é ter um botão escrito "desligar" para desconectar das coisas que te impacientam, te exasperam e você sabe que vai ser sempre assim, porque você vive neste mundo, mas talvez num lugar distante, numa galaxia em outra dimensão, haja sombra, água fresca e alguém para te abanar e te alimentar com uvas na boca, enquanto te faz rir e conta histórias para você dormir, e você sabe que pode domir em paz, porque hora mesmo não existe nessa galáxia azul, e você pode sonhar que está voando entre nuvens de algodão doce cor de rosa, sem se preocupar com mais nada e......

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Terça-feira, Dezembro 02, 2003


[3:42 PM]
A culpa é do dinheiro. Se dinheiro não existisse, ninguém precisaria se matar ou se deixar morrer todo dia. Desejo trabalhar mesmo só por prazer e diversão - sim, isso seria perfeito. "Qual sua modalidade de esporte preferida", me perguntariam. E eu responderia: "a minha? Trabalho. 200 laudas rasas semanais ou 10 mil caracteres por edição são as minhas melhores marcas". E ficaria ahn... well, um pouco orgulhosa da minha produção.

Quando sentisse meus dedos fatigados da digitação, iria procurar outro ofício. Cantar, por exemplo, que é outra coisa que eu gosto de fazer e faço mais ou menos. Mas depois de certo tempo, também enjoaria e voltaria para a frente do computador e continuaria escrevendo e escrevendo e escrevendo...

Sem editor me ditando as pautas, sem assessor querendo me empurrar Assuntos "nada a ver", sem me importar se existiriam leitores que iram ler ou não o que eu escrevesse. Escrever por escrever. Escrever porque é bom. E fim de papo.

Mas não. Existe, o dinheiro. E, por conseguinte, as contas do fim do mês. A luz, o condomínio, os vários telefones, os cartões de crédito (ah, a ilusão de poder....). Aí, a gente se sujeita à servidão. Vai sozinho para o matadouro, arrastado pelas amarras invisíveis do dever e das dívidas.

Não tem criatividade que se sustente, que perdure, que sobreviva a um expediente diário de aporrinhação. A gente vai murchando - a palavra que eu queria usar mesmo era "brochando". Cansa-se. Aborrece-se. Reza por um milagre. E de noite deita na cama, só ou com alguém, e simplesmente nem está ali, naquele lugar. Pobre do outro, se ele existir, porque vai ter que se contentar com uma meia-pessoa, um meio-ser-vivente, que meio-que-goza pensando no dia seguinte, no que deixou para fazer ou no que gostaria de estar fazendo.
Emprego é isso.

PS.: Não me venham dizer que trabalho está difícil, que tem milhões na fila do Sine/IDT, que tem gente rezando e acendendo todo dia uma vela para ver se arranja qualquer coisa...

Eu estou falando de mim e de como eu me sinto em relação ao MEU emprego atual. Eu sei que, financeiramente, não é justo reclamar. Mas eu também sei que há coisas mais importantes do que ter dinheiro para pagar contas, comprar roupas e comer sushi todo dia.
Satisfação pessoal é o melhor exemplo.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[3:38 PM]
Como assim trekking no Sabiaguaba, em plena quinta-feira, às 9 da noite, Maísa????

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[12:46 PM]


.
.
.
That´s a good advice, I think.

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[10:21 AM]
É quebranto, eu tenho certeza ou "Eu mereço"

O que pode ser pior do que você detestar uma pessoa?
Resp: você ser obrigada a ter que passar um dia inteirinho com ela, trabalhando.

(Pensamento poliana: relaxe, Clara. Será apenas por um dia)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[10:12 AM]

.réptil.


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[8:32 AM]
Pois então.
Apesar de todas as minhas lamúrias de ontem, eu tinha um consolo, no fim das contas: o feriado de Nossa Senhora da Conceição, no próximo dia 8/12.
Estava vibrando, por antecipação. Bem dizer fundando a Frente de Libertação pelo Feriado da Próxima Segunda-Feira. Fazendo planos para uma fuga sem deixar rastros para os confins mais confinados deste torrão..
Estava. Esta semana, acontecerá o seminário de planejamento aqui do Inferno para 2004. E adivinha como será o meu fim de semana?!?!?!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Segunda-feira, Dezembro 01, 2003


[1:52 PM]
"Darling, I'm so blue without you
I think about you the live-long day
When you ask me if I'm lonely
Then I only have this to say

You'll never know just how much I miss you
You'll never know just how much I care..."


You'll Never Know

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[11:45 AM]
A quem interessar possa:
Eu quero ganhar uma faca, com cabo pesado, lâmina longa e afiada só de um lado, de presente de Natal.
Não, eu não vou cortar os pulsos. É só para fazer sushi.

Ps.: Favor colocar embaixo da minha cama. Todos os anos, no dia 25, eu mantenho o ritual de olhar lá. Lembranças de uma infância muito feliz.

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[8:59 AM]
E cadê a porra do milagre que eu estou esperando há séculos e não chega nunca?!


Eu já disse que não sei e não vou, por isso, fazer a hora "H". Que diabos ainda está faltando para algo acontecer? Para chover? Para o céu desabar ou a terra ascender? Para o sertão virar mar ou o tal do mar secar? Para um cataclisma, vendaval, guerra mundial ou mesmo coisas tão banais como nevar ou chover granizo? Por que os dias têm que ser iguais?
Por que eu tenho que esperar?
Por que a vida não pode acontecer agora?

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[8:51 AM]
Mau-humor e mau-humor muito, porque pouco não tem graça. Aliás, não tem graça.
Lugar errado.
Hora errada.
Fazendo a coisa errada.
Está tudo errado - eu estou errada.
E ainda estou ganhando por isso.

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[8:17 AM]
Por que sempre depois de um fim de semana legal tem sempre uma segunda-feira adiante?
Ontem, fui convidada para provar das delícias da maravilhosa cozinha de Henrique Aguiar. A companhia também não poderia ter sido melhor: Carol BMDA (que agora tem blog), Tia Fátima e Tio Rômulo, Maria Helena e respectivo, além do próprio chef.
Depois, a tarde fofocando com a Carol, enquanto fazíamos o blog dela - ei, eu já posso divulgar, Carol?

Aí, hoje, segunda-feira. Fechamento. Second turn.
Ninguém merece.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:12 AM]
That's life
That's what the people say
You're riding high in april
Shot down in may
I know I've got to change my tune
When I get back up on top in june

That's life
Funny as it may seem
Some people get their kicks from stepping on a dream
I don't let it get me down
This big old world keeps spinning round

I've been a puppet, a pauper, a pirate, a poet, a pawn and a king
I've been up, down, over and out
And I know one thing
Every time I find myself flat on my face
I pick myself up and get back in the race
- Van Morrison

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