The ClaraBeauty Corporation ano III O Passado ::: O Presente ::: Cartas para Redação


Editorial

Clara, por ela mesma:
Clara Beauty, a.k.a. Clara Quintela, tem 30 anos. Nascida em 05/11/1976, em Fortaleza, a capital do Ceará, esta filha de Iemanjá é escorpiana mas o ascendente em sagitário e a lua em áries fazem dela uma pessoa melhorzinha. Mãe de três filhas-gatas, Ariela, Dalila e a caçulinha Cecília, em homenagem à irmã, é jornalista, mas queria ter sido astronauta. Estuda Medicina Chinesa, é shiatsuterapeuta, faz sushi e baião de dois, joga sinuca e dança (mal) tango. Tricota, crocheta e tece e gosta muito de filme de porrada. É a Change Mermaid e uma das Charlie's Angels. Tem vários sonhos secretos e alguns confessáveis: virar médica legista no CSI ou da Cruz Vermelha, whatever. Morando desde 2004 em São Paulo, morre de saudade da Mãe, das irmãs Cecília e Luíza. Não vive sem os amigos queridos - e ela tem um monte. É chata, exigente, mandona, ciumenta que só o cão, obstinada, verdadeira sempre, otimista incurável, vive caindo e esfolando os joelhos, detesta filme "cabeça", adora ler, gosta de experimentar seus limites, nunca tem dinheiro, parece que é durona mas é uma manteiga derretida, acorda antes das 6 da manhã e vai dormir geralmente às 21 horas. Edita sua vida diariamente. Sente vontade permanente de ir. Coleciona sonhos.


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Sábado, Janeiro 31, 2004


[9:11 PM]

.saudade.


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:03 PM]
Este sábado foi um dia tão louco que eu não sei se foi bom ou ruim.

· Apesar de ter chegado em casa quase às 4 horas, levantei às 5h30, zonza e no maior pique (!!!) para caminhar. Pretendia caminhar até as 7h para compensar a ½ hora que faltou ontem por causa da chuva, mas apareceu um sol tão amarelo e quente no céu, que eu desisti.
· Estava eu fazendo outras coisinhas, quando a Maísa me liga para ir aproveita o sol na praia. Não tinha o que pensar. Fui lá tirar o mofo.
· Chegamos à praia e fomos caminhar mais um pouquinho. E o que acontece? Um filho da puta puxa e leva a bolsa da Maísa e sai correndo. Com a raiva de quem já havia sido 6 vezes assaltada, ela sai correndo atrás gritando tentando impedir o que já era o seu 7º assalto em Fortaleza.
A única coisa boa foi que o ladrão era tão estúpido que não percebeu que junto aos documentos era onde estava o dinheiro (vários, por sinal) e só levou o celular velho, jogando o resto no chão para impedir a perseguição.
Mas isso já havia sido suficiente para acabar com a nossa caminhada. Fomos para a barraca. Para aliviar a tensão, fiz um shiatsu meia-bomba na corredora (se a Comissão Olímpica Brasileira tivesse visto o pique da outra, com certeza a contrataria para correm os 100m rasos em Athenas). Amanhã sairá em todos os jornais: Clara Quintela é massoterapeuta exclusiva da apresentadora Maísa Vasconcelos :)
· Dois caranguejos para mim, um arrumadinho (feijão, cuscuz e carne do sol) para ela e até um copo de Antártica. E aí começou a chover.
· Fomos encontrar um amigo da Maísa em outra barraca. Chegando lá, .... bem... eu JURO que eu não queria, mas terminei tomando mais dois copos de cajaroska. E a cabeça começou a reclamar - afinal, eu havia dormindo apenas duas horas de ontem para hoje.
· Sorvete básico de morango mesclado para terminar o dia.

Estou cansada e ainda há uma promessa de forró para hoje à noite.
Mas vá, o dia foi legal sim!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:01 PM]
Sobre ontem à noite, é melhor deixar quieto.
Álcool demais na cabeça nunca faz bem. Agi como uma adolescente. Não estou arrependida, mas poderia ter feito diferente. Sorte ter do lado quem estava do meu lado.
Festa estranha, gente esquisita e eu não fiquei muito legal. Inda bem que os dias estão contados.
Eu estou ficando cansada de fazer besteira.
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Mas eu ainda me lembro disso:

Criatura idiota: estou precisando de uma caneta. Alguém tem uma caneta?
Amigo: A Clara deve ter. Ela é jornalista.
(a Clara - EU! - mostrando a bolsa onde só cabiam celular, RG, dinheiro dobrado, baton e chave de casa)
Clara: Lamento muito, mas eu não tenho.
Criatura idiota: Mas como é que pode? Uma jornalista que anda sem caneta.... tsc, tsc..
Clara: Você faz o quê?
Criatura idiota: eu sou agrônomo.
Clara: e você veio pra cá como? Dirigindo um trator, por caso?

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[3:50 AM]
Embriagada.
É melhor parar por aqui.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Sexta-feira, Janeiro 30, 2004


[9:33 AM]

"Você é psicótico também? Eu sou, assim como minha amiga Clara - a gente faz parte de uma categoria rara de pessoas cuja capacidade de transcendência espacial e temporal sublima qualquer naco de realidade pelo prazer inebriante do sonho."



A melhor definição de mim, feita por ele, num email a uma outra pessoa.
(Se não entender de primeira, leia novamente. Só foi fazer sentido na terceira tentativa. E olha que ele estava falando de mim.)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:18 AM]
Existem momentos na vida que são confusos.
Confusos porque você não consegue bem definir o que está sentindo, o que você quer de fato, o que você quer fazer em seguida. Você não sabe se está feliz ou se está triste. Se tem esperança ou desespero. Se é isso mesmo ou se é aquilo outro. Não é medo, não é alegria, não é ansiedade.
Não é nem falta de objetivo, que esse eu tenho muito claro, muito bem definido agora.
E no fundo você sabe que ninguém pode te ajudar a resolver este nó - até porque você nem sabe que nó é esse. Você não sabe nem o que está sentindo e não pode nem pedir ajuda.
Estou paralisada pela minha própria indefinição de sentimentos.

Eu poderia falar horas e o discurso seria completamente vazio, meramente retórico. Não há o que dizer.
Não sinto nada, esta é a verdade, e sinto tudo amo mesmo tempo.
Nessas horas a gente percebe que aquela lei da Física está errada: o vácuo tem peso. E um paradoxo: o vácuo é o nada cheio de nada. A gente sente isso quando é no coração.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[5:53 AM]
"Não se lembrava ao certo se havia sido em agosto ou setembro. Aliás, só se lembrava que havia sido por aqueles tempos por causa do céu. O sol daquela época do ano é o sol mais bonito, pensava. Mas o fato é que era agosto ou setembro quando ela, enfim, acordou.
Havia dormido sua vida inteira e só agora tinha percebido isso".


Se eu fosse escrever um livro, ele começaria assim.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Quinta-feira, Janeiro 29, 2004


[6:27 AM]


Silence.
Il pleut.
Elle pleure.




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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Quarta-feira, Janeiro 28, 2004


[5:43 PM]
Eu não contei antes porque não deu tempo, mas ontem eu fui à casa da minha avó Mirian e do meu avô César, pais do meu pai.
Mesmo morando na mesma cidade, fazia uns dois anos que não pisava lá. Ressentimentos mil da parte deles, vergonha da minha - mas não muita. Não gosto de me sentir obrigada a nada.
Quis o destino que eu não tivesse muito contato com eles quando criança (só até os 5 anos) e hoje não me faz falta. Mas avó é avó e a minha é fenomenal. (Tá, eu confesso que eu não gosto muito do meu avô. Ele é meio ... chato).
Bom, mas continuando, ontem eu fui lá, depois do trabalho com a Cecília. O pai disse que ia também com o Davi, o outro filho dele, mas deve ter esquececido porque lá não pisou. Fui mais porque tinha que me despedir antes da viagem.

Meu avô não gostou:

- Clarinha, o que você vai fazer lá, minha filha???
- Vou ver qual é, vô.
- Mas você não pode ver qual é aqui, menina? Clarinha, São Paulo é um mundo! Você tá pensando que a vida lá é fácil? Não é não!!! Olha, São Paulo é maior do que Caucaia!!!
- Puxa, vovô... (às gargalhadas) obrigada por me alertar. Se o senhor não tivesse dito, eu nunca iria adivinhar.
- E depois você nunca mais vai vir aqui visitar a gente. Vai arranjar um trabalho, comprar uma casa, se casar...
- Vovô, que eu vou encontrar um trabalho, eu vou. Comprar uma casa também faz parte dos planos. Agora, essa parte do casamento, só com muita reza, viu?

No mais, só beijinhos, abraços, lembranças das histórias do tempo de eu menina (da Cecília, que andou menos ainda lá, quase não tem história).
E uma coisa muito boa: almoçar macarrão com farofa feitos pela minha avó. Tudo que eu precisava antes de ir.


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[5:26 PM]
E hoje dona Lili me pega às pressas na SdoI para a gente ir ao cinema ver o Tom Cruise, "O último samurai".

(Olha, eu vou dizer.... o Tom Cruise.... é o Tom Cruise. Ninguém pode ser mais ahn... Tom Cruise do que ele. Ave, como ele é bom pra mim! E cada vez mais fica melhor. Ele vai chegar aos 60 anos sendo o Tom Cruise. O sorriso espetacular, os olhos lindos... Mas vamos ao filme....)

Para quem gosta de luta, guerra, sangue espirrando, treinamentos rústicos, lutas marciais, violência, código de honra do guerreiro - o bushido, tem curiosidade por outras culturas (eu! eu! eu! eu! eu!) vai adorar.
O filme é muito bem feitinho. É claro, é filme americano: é de encher os olhos, no final das contas o americano bonzinho (o Tom Cruise) salva a pátria (mais ou menos), e vai morar com a mocinha (essa nem tão mocinha assim: já tinha dois filhos). Mas vale a pena. Cinema no fundo, no fundo, é espetáculo, a despeito do que os intelectuais querem fazer.

O filme é violento, tem umas cenas brutais. Se fosse o Schwartzenegger que tivesse feito, todo mundo ia falar.

A trilha sonora - outra coisa que eu presto atenção - também vale a pena.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[10:04 AM]
Mas voltando ao assunto "jornalistas", quando eu estou quase desistindo da profissão e me alistando no Hamas, eu vou lá no Observatório da Imprensa encher a bola um pouquinho. O site/programa é ótimo em suas criticas sobre a mídia, mas não consegue se livrar do vício maior: o vitupério.
Tá lá dito no artigo: Fiscalizar o poder é nossa obrigação indeclinável.
Donos da verdade, nós? Imagina... apenas os portadores do real discernimento entre o bem e o mal.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:48 AM]
Mudando de assunto....
Eu dispensaria o pedido de perdão se no lugar disso fosse permitido o aborto, a pílula anticoncepcional, a camisinha, o divórcio, ordenação de mulheres, e muito mais coisas mais sutis (como os pecados envolvendo virgindade, masturbação, castidade, ....)


(Sim, eu sou devota de Rose Marie Muraro.)


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:40 AM]
Está rendendo
O comentário da futura jornalista (e futura difamada) Sandra Rosa Madalena, sobre o tratamento dispensado às jornalistas pelo filme Cidade de Deus foi tão bacana, que merece ser colocado aqui, a vista dos demais leitores.
Sandra escreveu:

Vou fazer uma camisa:
NA FRENTE - Vc viu o comentário sobre jornalistas mulheres no filme Cidade de Deus? Quer tirar a dúvida?
ATRÁS: EXPERIMENTA!!!!


Apoiada, Sandra.
Falando por mim e de mim, nunca ninguém voltou para reclamar.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:24 AM]
Boletim das chuvas 3
Menino, pense que está chovendo até em Tauá.
E diga agora se não é "inverno"!!!

Importante: a Funceme NÃO patrocina este blog

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:15 AM]
Boletim das chuvas 2
Foz do Iguaçu?
Cataratas do Niágara?
Não mesmo. Trata-se da cachoeira de Missão Velha.
Na mesma região, a do Cariri, no município de Araripe, choveu 500mm de ontem para hoje.

Enquanto isso, em Fortaleza, todo mundo tirando seus casaquinhos do baú, para enfrentar o frio de 20ºC. A população espera neve a qualquer momento. (Chuva de 142mm nas últimas 24 horas, de acordo com a Funceme).
E eu achando ótimo!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:57 AM]
Capistrano - Chuva deixa 25 famílias desabrigadas
Chuvas - Seis mortes em dois dias

E ainda tá chovendo em Mombaça, Canindé, Irauçuba, Assaré, e perigando o Orós sangrar depois de 10 anos. Pense na felicidade do povo cearense!

Sei não, mas eu tô achando que é desta vez que o sertão vai virar mar... Tá muito parecido. (Já estou providenciando meus pés de pato. )

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:46 AM]
"Quatro coisas há na terra que são pequenas, entretanto são extremamente sábias:
as formigas são um povo sem força, todavia no verão preparam a sua comida;
os coelhos são um povo débil, contudo fazem a sua casa nas rochas;
os gafanhotos não têm rei, contudo marcham todos enfileirados;
a lagartixa apanha-se com as mãos, contudo anda nos palácios dos reis."


(Provérbios 30:24-28)

Quem me lembrou disso foi meu amigo Alex, diretor administrativo aqui do meu trabalho, quando eu mostrei as minhas lagartixas.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Terça-feira, Janeiro 27, 2004


[7:09 PM]
The unforgiven
Ah, é preciso dizer que eu fiquei feliz com Cidade de Deus, sim, mas não vamos esquecer a ofensa GRATUITA contra nós, jornalistas mulheres, que o filme traz no final.
No meu tempo, isso daria processo por calúnia e difamação.
Ofensas daquele tipo não dá pra perdoar.

Jornalistas boas de cama do mundo inteiro, UNI-VOS!!!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:05 PM]
Orgulho grande
Eu aqui no escritório e a minha irmã Luíza tocando lá na sala no teclado que era meu, mas que eu nunca toquei por pura birra.
Eu não sabia, mas ela já aprendeu a ler partitura, as notas e os acidentes, o tempo de cada uma, e onde fica tudo no teclado. Agora ela vai ter aulas práticas com uma professora duas vezes por semana.
Fiquei feliz.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:37 PM]
A gata de tênis (ou "Morte aos estilistas")

Criatividade. Taí uma coisa que os estilistas de tênis JAMAIS deveriam ter.
Fui às compras hoje, com chuvarada e tudo, porque precisava de um tênis decente para caminhar - os meus Nike preto já têm quase 5 anos e de fato estão parecendo com dois ratos mortos, como a minha avó diz.
Mas alguém me responda: o que são aquelas aberrações da natureza roxas-com-listas-amarelas-mamãe-quero-ser-gay??? Isso, quando não são verde-limão e fúcsia, no mais perfeito estilo "atrás da verde e rosa só não via quem já morreu". Onde foram parar aqueles tênis pretos, básicos, sem listas, sem detalhes, sem velcro.....??? Mãe do céu, é de meter medo em criança. Você não se perde nunca na multidão usando um sapato daqueles

Fui em nada menos que seis lojas espalhadas no centro. Do que gostei mais, um Reebok cinza com detalhes vermelhos, só tinha 37 (nessas horas, eu queria ter pé grande).
E o moço da loja queria me empurrar um prateado salpicado com laranja MEDONHO, dizendo que era o último modelo:
- Meu senhor, eu vou caminhar na pracinha em frente à minha casa. Eu não vou desfilar na Marquês de Sapucaí, não.
Mamãe-quero-ser-gay? Aquilo ali era mamãe-eu-já-sou-gay-há-muito-tempo!!!!

E os preços, então? Tudo pela hora da morte!
Tinha um custando R$ 355,00, isso a vista, que a prazo tinha acréscimo de 10%. Por esse preço, eu exigiria da Nike a perda de no mínimo 10% do meu peso só na primeira caminhada.

Já estava desconsolada quando finalmente encontro um Rainha cinza com verde super sóbrio. Agarrei-me com o único par da loja e comprei-o em várias suaves prestações de 1 Real.
Agora preciso de meias. Será que eu vou conseguir encontrar meias brancas, curtas, lisas, de algodão?

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[10:03 AM]
Ah... hoje eu queria colo....

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:08 AM]
Tá, eu não endosso campanhas neste blog, mas também não poderia deixar de comentar o absurdo que foi a Igreja Católica pedindo a proibição da exibição do vídeo "Perdão", de Flavio Waiteman, falando sobre a necessidade de usar camisinha ("pecado é não usar") e criticando a atitude do vaticano.

(Agora, só não me peçam para dizer que eu gosto de usar, porque estaria mentindo. Camisinha é um mal necessário.)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:51 AM]
Comentário nada a ver (mas foi porque eu me lembrei agora)

De todos os lugares onde eu já transei, o pior foi, sem dúvida, em motel. Nada mais brochante que motel!
Parece que, porque você está pagando, você tem a obrigação de ter orgasmos e MÚLTIPLOS. E obrigação é uma coisa incompatível com tesão.
Daqui que você relaxe de fato e comece a aproveitar, já se passaram as três horas e você tem que vestir a roupa e ir embora.
Só serve para os casos de emergência mesmo.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:51 AM]
Comentário meio tardio (mas ainda válido)

Se a festa dos 450 anos de São Paulo foi essa aporrinhação toda, com direito até especial do Fantástico, eu fico imaginando...
Pobre de nós, restante do Brasil, quando for a festa dos 500 anos.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:15 AM]

...Eu tive um sonho ruim
e acordei chorando
por isso eu te liguei...

Paralamas


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Segunda-feira, Janeiro 26, 2004


[5:30 PM]
Das mil maneiras de me fazer NÃO fazer uma coisa:

Apele para chantagem emocional.

(Mas hoje cedi, porque afinal, ele já tem quase 80 anos. Estou falando do meu avô, que pediu para me ver. vou lá amanhã com meu pai, minha irmã e irmão)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[5:27 PM]
Muito riso, é sinal de pouco siso... no meu caso, cadê os meus dentes cisos ou sisos?

E eu acabei descobrindo que eu não tenho os meus dentes sisos (ou cisos?).
Aliás, quem descobriu foi a Dra. Luíza, que bateu a radiografia abaixo:


essas coisas circulares nas laterais são os meus brincos de argola, que ela esqueceu de mandar tirar :)


Aliás, nem siso (ou será ciso?) nem ATM. Tá tudo perfeito como deveria ser. E o melhor de tudo é que não vou ter que fazer cirurgia nenhuma, o que é um alívio, porque eu já tava pedindo anestesia geral.
Agora, me expliquem: o que foi aquela dor que eu senti, antes do natal, que me impedia de abrir a boca? Aquilo tudo foi só stress mesmo?

E afinal, é siso ou ciso??????????

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[8:56 AM]
Perspectivas sinistras para esta segunda-feira de fechamento.
E, além deste, ainda faltam três.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Domingo, Janeiro 25, 2004


[7:40 PM]
Abre parênteses
Eu odeio lembrar mil coisas que eu queria ter falado DEPOIS de ter desligado o MSN.
Exemplo, o arquivo .doc das "79 coisas que eu gosto nele".

Fecha parênteses

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[7:30 PM]
Rapaz, agora eu fiquei impressionada.
Eu tinha certeza que quando falasse para a família que ia viajar o mundo iria vir abaixo. Afinal, tudo foi planejado na surdina e só quem sabia antencipadamente, além da minha mãinha e a Cecília, era a minha prima Aládia.
Mas hoje, ao dar a notícia para a minha tia-madrinha (porque eu quis começar logo pelo o que eu julguei ser o mais difícil), eis que ela congratulou-me. Disse que ia ficar com saudade, me desejou sorte e disse que ia hoje mesmo começar três novenas:

* Santa Edwirgem - a padroeira dos endividados
* São Judas Tadeu - o expert das causas impossíveis
* Santo Expedito - velho conhecido nosso, para as causas imediatas

Isso tudo para que eu me dê bem logo de cara.
Melhor que isso foi a promessa de um tacho de canjica sábado que vem lá no sítio.
Resta agora saber qual será a reação das demais tias e da minha avó. A esta altura, a notícia já deve ter chegado no sítio.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[10:19 AM]
A Clara e a coragem

Estou incrivelmente sem saco. Sem a menor paciência. Apesar, apesar, desta vez não culpo a TPM (que aliás, virou TM ontem) . Não é nada disso. É intolerância mesmo. Ô abuso!
Pode parecer ofensivo isso que eu vou dizer, e na verdade acho que é mesmo, e portanto eu já começo pedindo desculpas. As almas mais sensíveis por favor não leiam adiante.
.
.
.
Eu sei que tem muita gente torcendo por mim e eu fico grata pelas demonstrações de atenção e carinho e amizade e... Mas se tem uma coisa que eu não estou afim é de despedidas oficiais.
Gostaria de sair à francesa. Quando dessem por minha falta e perguntassem por mim, eu já estaria longe. É contraditório, eu sei, porque se eu não queria publicidade, porque eu postei no blog? (a reposta para essa pergunta: porque o blog é, antes de ser lido por tanta gente, em primeira instância o meu diário pessoal e lá eu falo sobre o que é importante na minha vida. E ponto. Os leitores são bem-vindos, é claro. Mas eu sou a personagem principal).

Sabe o que é? É que desta forma parece que a cobrança é maior, entende? Eu sinto como se estivessem esperando algo de mim, algo bom, algo brilhante. É o tipo da preocupação que a minha psicoterapeuta, a dra. Roberta, diria que na verdade sou eu quem está criando e cobrando, e não os outros. E no fundo, eu sei que é verdade.

Outra coisa que me incomoda, e eu já disse aqui, é este povo que fica admirado, com a minha atitude.

- Clara, nossa! Você é ótima! Largar emprego bom, largar família, e se jogar para uma cidade que você nem conhece com a cara e a coragem.....
E eu:
- Como assim "coragem", cara pálida? É só a cara mesmo, e esta só está indo porque enfim esta grudada no meu corpo e não tem outra opção a não ser me acompanhar. Coragem mesmo está faltando.

.
.
.
Acho que uma das poucas pessoas que me entendeu mesmo foi a Paty, estagiária e Miss Sucursal do Inferno. Conversando comigo no MSN, ela escreveu:

.:Paty.:
Clara, eu acho que você é muito corajosa...

Clara - the happiest girl in the planet Earth
Ai, Paty... se você soubesse o tamanho do meu medo...

.:Paty.:
ou então você é muito doida.

Clara - the happiest girl in the planet Earth
Ah pois. Tá mais para doideira mesmo :-)


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Sábado, Janeiro 24, 2004


[5:59 PM]
Rapidinha, de pé na escada

* Frio. Continua.
* Cólica. Muita. E abuso. Mas amanhã passa.
* Como assim "praia", né?
* Amanhã acho que vou ver o Tom Cruise. Alguém se habilita?
* Felicidade é ter que aumentar o número de furos do seu(meu) sinto em dois, porque as calças estavam caindo.
* Começam as despedidas: hoje é dia de pizza com O Chefe, Maísa e Zezé, lá no município de Horizonte. Sim, vocês leram certo - é em Horizonte mesmo, se a gente sobreviver aos buracos da BR-116.
* Falta 1 mês!
Falta 1 mês!
Falta 1 mês!

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Sexta-feira, Janeiro 23, 2004


[4:57 PM]
Start spreading the news...



Eu falei dia 27? Desculpem! Na verdade, era para ter dito dia 24 de fevereiro. 470 reais (a menos) me fizeram antecipar tudo em três dias.

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Agora que passou o meu aperreio e tudo está, como se diz, na casa do sem jeito, deixa eu explicar o que está acontecendo. Até porque esse blog está cheio de novos leitores e eu acredito que está todo mundo pensando que eu sou doida.
E eu sou. Só posso ser. Porque eu acabei de pedir demissão do meu empreguinho super seguro, com um salário+vantagens de fazer inveja a muita gente para pegar o primeiro pau-de-arara... er... quer dizer, avião da Gol para São Paulo.
Aí, vocês me perguntam: fazer o quê lá?
E eu respondo: ir.

Desde quando eu era criança, eu queria ir. Ir para algum lugar. Viajar. Conhecer. Ver as coisas. Quis ser astronauta, e quando não deu, optei pelo jornalismo porque queria ser correspondente de guerra. Não por bravura, mas por curiosidade mesmo. Porque queria testar meus limites. Por que eu queria aprender.

Por uma série de motivos, nunca pude me ausentar de casa por mais de três semanas. E a vontade ficou guardada, só aumentando, só esperando a hora em que o universo todo ia conspirar ao meu favor e eu ia. Para algum lugar.

A primeira vez que de fato trabalhei para ir foi há dois anos, quando botei na cabeça que queria morar em Londres. Apesar de toda a minha transpiração para levantar fundos, o universo conspirou contra e não deu.

Em julho do ano passado, a vontade bateu de novo. Escrevi para ele e pedi apoio. Recebi mais que isso. Só não sabia direito para onde ir. Pensava em ir para Porto Alegre, fazer mestrado, mas a imbecil aqui perdeu a data de inscrição. Sobrava Brasília. Ou São Paulo. Escolhi o último, por ser o lugar onde conheço mais gente, e onde mal ou bem tenho representantes da família Almeida (just in case).

De julho para cá, foi só trabalho, frila, economia.... Sim, para o universo conspirar a favor a gente tem que dar uma forcinha também e transpirar um bocado.
E hoje, finalmente, dei-me um ultimato: comprei a tal da passagem (promoção super ok da Gol). Estou indo na terça-feira de carnaval, às 6h40 da manhã.
Aos amigos peçam que torçam por mim. Aos inimigos, peço a mesma coisa - afinal, vocês não me terão por perto por muito tempo.
Assim espero.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[10:37 AM]
"...Morire en Buenos Aires.
Sera de madrugada que es la hora en que mueren los que saben morir;
flotara en mi silencio la mufla perfumada de aquel verso que nunca te pude decir.
Andare tantas cuadras...y alla en la plaza Francia,
como sombras fugadas de un cansado ballet,
repitiendo tu nombre por una calle blanca
se me iran los recuerdos en puntitas de pie..."


Balada para mi muerte - Letra de Horacio Ferrer
Musica de Astor Piazzolla
Compuesto en 1968

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Quinta-feira, Janeiro 22, 2004


[7:32 PM]
Felicidade de cearense é esperar o ano todim por um dia frio, chuvoso e molhado como este para ficar em casa e preparar uma boa xícara de chocolate quente e tomar acompanhada de uma porção de biscoitos amanteigados.
Que venha mais chuva, porque eu moro no 4º andar e ainda vai demorar muito para a água chegar até aqui.

Chocolate quente - a minha receita (para duas pessoas)

500 ml de leite (sim, porque só uma xícara para mim é pouco)
3 ou 4 colheres Chocolate em pó (daquele amargo, para fazer bolo)
2 colheres rasas de maizena
3 colheres de leite condensado
Canela a gosto (opcional)

Leve tudo ao fogo médio, mexendo sempre senão não dá certo. Se estiver em paz com a balança, recomendo chantily também. Beba enquanto estiver quente, otherwise vira toddynho.
É desejável um clima frio (e frio, no Ceará, significa 25ºC para menos), mas chuva não é fundamental. Se a vontade for grande durante o resto do ano, ar-condicionado também vale.

Sobre a companhia para compartilhar este momento: a da minha mãe é maravilhosa, mas eu não empresto. Amigos e amores também servem para este fim. Em todo caso, um bom livro resolve tudo.

Do excepcional Livro de Receitas Esplêndidas de Clara Beauty


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:57 AM]
Estou de aviso prévio.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:35 AM]
Eu sei que não tem nada a ver (ou tem?) com o meu estado de espírito nesses dias de chuva - que não está nem um pouco triste ou trágico - mas desde às 5 horas da manhã estou ao som de Piazzola.
Fui correr ao som de Buenos Aires hora cero e agora vejo a chuva cair ouvindo Por una cabeza. (Gravei um CD excelente, só com as preferidas)
Das poucas frustrações na vida, a de não saber dançar.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:36 AM]

Heaven
I'm in Heaven
And my heart beats so
That I can hardly speak...


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Quarta-feira, Janeiro 21, 2004


[9:48 PM]
Check list emergencial:

* ir ver a lua nascer no mar na Prainha
* Ir ver as minhas avós
* cozinhar com a minha mãe.
* levar a Luíza ao cinema
* comer sushi com a Cecília
* brincar com os meus três tigres tristes
* localizar minhas matérias publicadas no O Povo (e esquecer totalmente os programas de TV)
* comer caranguejo
* ir à praia todo sábado e domingo
* beber água de côco olhando para o mar da Beira-mar
* comer camarão lá na Volta
* tomar sorvete de cajá com tapioca
* comer paçoca com macaxeira frita, canjica com muita canela, pé de moleque sem cravo, tapioca com côco, macarrão com farinha, siriguela, sapoti, doce de caju cristalizado, doce de leite lá do Jaguaribe, queijo de coalho do Quixadá...
* dormir de rede, na varanda
* andar descalça na areia
* dançar forró
* tomar um mega porre no Amicis
* tomar outro mega porre na Órbita
* aproveitar porque aqui não tem horário de verão
* falar com algumas pessoas. Ignorar outras.
* dar uns beijos nas bocas de quem fiquei devendo :)

Tanta coisa para fazer e tão pouco tempo - não, eu não vou morrer. Pelo menos, não é isso que prevejo em meu script.
(aumentar as sessões de acupuntura porque senão eu não aguento esperar 30 dias)

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[9:26 PM]
Pausa na paranóia - porque ninguém é de ferro - para um sushi básico com a Srta. Ana Czajka, lá no Myabi.
Podia ficar melhor? Podia. E ficou, com a chegada mais que repentina e maravilhosa do meu querido professor de MTC Flávio Bombonato.
A conversa, lógico, girou em torno de MTC, diagnósticos e tratamentos. Aproveitei a deixa e tirei algumas dúvidas sobre um "paciente" que estou atendendo (é deficiência do Yin do Xin mesmo, como eu suspeitava).
Só que começou a chover. E lugar para se ouvir chuva é em casa. Na minha caminha.
Amanhã é dia de caranguejo. (preciso aproveitar tudo).

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[11:55 AM]
Pânico!
Pânico!
Pânico!
Pânico!
Pânico!

(Acertem a data: 27.... de fevereiro)

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[10:38 AM]
Perder 0,6% de pouco é muito?
Tem horas que eu me pergunto como foi que eu consegui sobreviver até hoje sendo tão insegura nas horas de tomar decisões práticas sobre coisas que eu nunca fiz, mas que só dizem respeito a mim, a despeito da opinião de todo mundo.
Ainda bem que eu tenho a Cris, para tomar as decisões por mim. Ou, como ela mesmo disse, "mais uma vez o dia foi salvo por Kerla", a amiga super poderosa!!!!


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:48 AM]

Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.

Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.

Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não.
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.


Fernado Pessoa

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Terça-feira, Janeiro 20, 2004


[12:21 PM]
Tudo que eu queria? Pegar uma gripe,
daquelas com febre de 40 graus.

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[9:02 AM]
Sabe quando a sua cabeça está em qualquer outro lugar menos onde deveria estar - sobre o seu pescoço???
Pois é.
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Avoada, avoada...
Pensando em 3 mil Km de coisas e um pouco mais e distante que isso.
Pensamento vai e volta, faz e refaz o percurso 3 mil Km de vezes.
Quase que sei o caminho decorado, de cor e salteado, de cor e de cheiro e de gosto e de nuvens.
É cinza-chuva / suave-lento / fruta-madura / e tem forma de árvore.
Eu só não estou aqui.

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[8:52 AM]

Muito pra mim é nada
Tudo pra mim não basta
Eu quero cada gesto, cada palavra
Cada segundo da tua atenção
Faça isso por mim
Leve a dor pra longe daqui
Estou cansada de ouvir
Que eu só sei amar errado
Estou cansada de me dividir
O que é certo no amor
Quem é que vai dizer
O que falar, calar e querer
Eu quero absurdos, quero amor sem fim
Eu quero te dizer que eu só sei amar assim


Hebert Vianna


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[8:33 AM]
Notionless
A densidade demográfica de gente sem noção por metro quadrado onde eu trabalho é uma coisa impressionante.
De dar medo em criança.

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[6:34 AM]
Terça-feira.
Trabalhar. Enquanto me arrumo, penso em quanto estou desanimada.
Não, nada de mais ou de menos aconteceu de ontem para cá. Nem é preguiça o que tenho. É... falta de vontade mesmo. Eu nem queria férias. Só preferiria ficar em casa, nem que fosse arrumando a estante de livros.
Mas é preciso ir.
Eu tenho que ir.
E, no entanto, não queria ir.

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Segunda-feira, Janeiro 19, 2004


[6:21 PM]
... If I could be who you wanted...


Radiohead - Fake plastic trees

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[6:13 PM]
Por que eu gosto de lagartos (ou "Agora são dois")

Os lagartos são o símbolo da adaptação. Se estão sendo perseguidos, mudam de cor para se camuflar e fugir do inimigo. Se, por outro lado, estão caçando, conseguem, pelo mimetismo, criar artimanhas para enganar a presa.

Lagartos são seres mutantes.
Caso sejam apanhados e chegarem a ser mutilados, eles conseguem se regenerar em pouco tempo e sem seqüelas.
Por isso que eu digo: (a quem me pergunta como eu consigo me apaixonar e passar para outra sem remorso)

Meu coração é igual rabo de lagartixa: quando dilacerado regenera rapidinho.

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[10:06 AM]
Despedida de Carlos Boneti será dia 6/2

Furo de reportagem.
Com exclusividade, Carlos Boneti, com dias contados para ir morar no Rio, declarou à Redação The ClaraBeauty Journal que pretende fazer sua festa de despedida no dia 6/2.
Seguindo orientações da promoter ClaraBeauty, Carlos pretende fazer uma festa do pijama. "É mais sexy, né?", declarou à reporter. Os convidados terão que levar ainda um bichinho de pelúcia. Será servido um café da manhã (amargo) para curar a ressaca dos que sobreviverem.
O local do mega evento será divulgado a posteriori.

Fonte: Beauty Press

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:12 AM]
Vamos começar de novo.
Matéria de capa do caderno de Economia do O Povo.


HOTEL CINCO ESTRELAS - Tratamento especializado para animais

Eu disse MATÉRIA DE CAPA.
Preciso dizer mais alguma coisa?

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Domingo, Janeiro 18, 2004


[8:42 PM]

.Alguém gosta de pêssego?.


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[7:58 PM]
Em verdade vos digo que chegará um dia em que a nudez dos olhos será mais excitante do que a do sexo. Pura convenção achar o sexo obsceno. E a boca? Inquietante a boca mordendo, mastigando, mordendo. Mordendo um pêssego.(...)O homem do pêssego.Assisti de uma esquina enquanto tomava um copo de leite: um homem completamente banal com um pêssego na mão. Fiquei olhando o pêssego maduro que ele rodava e apalpava entre os dedos, fechando um pouco os olhos como se quisesse decorar-lhe o contorno. Tinha traços duros e a barba por fazer acentuava seus vincos como riscos de carvão mas toda a dureza se diluía quando cheirava o pêssego. Fiquei fascinada. Alisou a penugem da casca com os lábios e com os lábios ainda foi percorrendo toda sua superfície como fizera com as pontas dos dedos. As narinas dilatadas, os olhos estrábicos. Eu queria que tudo acabasse de uma vez mas ele parecia não ter nenhuma pressa: com raiva quase, esfregou o pêssego no queixo enquanto com a ponta da língua, rodando-o nos dedos, procurou o bico. Achou? Eu estava encarapitada no balcão do café mas via como num telescópio: achou o bico rosado e começou a acariciá-lo com a ponta da língua num movimento circular intenso. Pude ver que a ponta da língua era do mesmo rosado do bico do pêssego, pude ver que passou a lambê-lo com uma expressão que já era sofrimento. Quando abriu o bocão e deu o bote que fez espirrar o sumo, quase engasguei no meu leite. Ainda me contraio inteira quando me lembro(...)

Lygia Fagundes Telles- "As Meninas"


(Pêssegos, para as noites de insônia...)

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[7:55 PM]

"Confissões de uma mente perigosa"

A vida secreta do apresentador de TV Chuck Barris, que ao mesmo tempo em que distribuía prêmios aos participantes de seu show era também um perigoso agente especial da CIA. Dirigido e estrelado por George Clooney e com Drew Barrymore, Julia Roberts, Sam Rockwell e Rutger Hauer no elenco.




Lanis e Migous.
Sanduíche, coca-cola e brigadeiro.
Porque hoje é domingo.

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As fotos do domingo:
Lanis alimenta a tropa de famintos: misto quente com... coisas.

Depois do exército de um homem só, o queijo suíço de um buraco só. É.... quem nasceu para muzzarela pode até tentar, mas não chega a queijo suíço.

Eu, moça prendada que sou, mostro toda a técnica para fazer brigadeiro.

E pode acreditar: ficou muuuuuuuuuuuuuito bom!

Migous, olha o aviãozinho!

Só as vaquinhas são testemunhas...

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[7:40 PM]
"O tempo passou na janela e só Carolina não viu"

É estranho mas é verdade. Eu não consigo me ver como uma mulher. Muito menos uma mulher bonita.

Não é questão de baixa auto-estima (ou é?). Eu acho que eu sou legal, que eu tenho um bom papo, que eu sou até inteligente, criativa, bem humorada.... mas bonita? Não.

Eu sou branca demais, baixinha demais, gorda, míope-astigmática, cabelos elétricos, tenho os ombros caído, não sei andar de salto, dou brecha quando uso saia, não faço as unhas, não faço as sobrancelhas, não uso nada no rosto, não sou elegante nem caminhando nem sentada....

Parece que tudo que é básico para uma mulher ser/saber/fazer eu não aprendi. E quando eu tento fazer igual, fica algo de estranho, algo não soa bem, não combina comigo, fica fake demais.

Outra: como assim "mulher"? Só por que eu já passei da maioridade civil? Eu sou a criatura mais insegura do universo! Eu tenho 27 anos e ainda moro com a minha mãe. Eu não sei se fiz as escolhas certas. Eu não sei o que eu quero para mim do futuro. Eu sei dirigir! Eu sou uma completa adolescente retardada, com todas as inseguranças típicas.

Por isso, de todos os elogios, o que eu menos gosto de ouvir é alguém dizer que eu sou uma mulher bonita. Dói aos ouvidos. Não combina. Fico achando que estão fazendo isso na tentativa de me agradar.

É estranho.

Ps.: eu escrevi isso pensando em uma cena que aconteceu anteontem que, infelizmente, terminou com um mal entendido. A outra pessoa deve ter certeza que eu sou a criatura mais convencida do universo. Ou então a mais estúpida.
Pena. Não é nada disso.


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Sábado, Janeiro 17, 2004


[9:09 PM]
Depois de três anos da primeira, eu fiz a minha tatuagem nova. Outra lagartixa. No pé esquerdo.
Take a look:



Click by Migous



E antes que vocês perguntem, SIM,
DOEU PRA CARALHO QUE SÓ UMA PORRA!!!!!


Chorei de dor, literalmente - lágrimas que foram imediatamente e gentilmente enxugadas pelo tatuador, que ficou consternado com o meu escândalo. ("é normal. no pé dói muito mesmo. pode chorar. só não pode mexer")
Foi a dor mais absurda que eu já senti em toda a minha vida. Nem quando eu enfiei a cabeça na quina da mesa quando eu tinha dez anos (ato - involuntário, diga-se de passagem - que me deixou de lembrança uma cicatriz na testa) doeu tanto quanto a porra dessa lagartixa.
O torturador, digo, o tatuador teve que me segurar de verdade porque toda vez que ele encostava a agulha eu, por puro reflexo, puxava o pé.
Eu só não desisti por dois motivos:
1- porque eu sou muito macho
e
2- porque o Ricardo, o meu algoz, começou empolgado: enfiou a agulha de com força já de primeira e se eu mandasse parar ia ficar um risco enorme e sem sentido para sempre em cima do meu pé. Aí não teve jeito. Tive que deixar terminar a sessão de tortura.

Mas, putaquepariu, que dor horrível!
Eu achava que a dor de estômago da ressaca de sexta-feira era dor... até fazer uma tattoo no pé! Agora eu encaro qualquer coisa, até parto a fórceps sem anestesia tá valendo.
.
.
.
Mas.... enfim, deixando a reclamação de lado, ela não ficou linda???? Não é uma gracinha? A coisa mais cute-cute da mamãe????!!!
Ah, sim: é ela, tá? É uma menina. O Philos ganhou uma irmãzinha. Ainda não sei que nome eu vou botar, mas tenho algumas idéias.
Alguém aí tem alguma sugestão??? Vamos fazer um concurso?

Batize a minha lagartixa!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:00 PM]
Tirei o dia para saciar meu lado consumista.
Finalmente, comprei meu pijaminha lindo, sóbrio, de malha, de calça comprida, sem babado, sem rendinha, sem transparência, sem botão, sem cordinha, e verde que é para eu...ahn... ter sonhos verdes.
ClaraBeauty, jornalista, modelo e atriz, experimentando seu pijama verde sem frescuras.
Click by Migous.







De quebra, aproveitei a promoção e comprei outro pijaminha, de shortinho curtíssimo, com rendinha, com lacinho, de babadinhos, todo cheio de frescuras... Tá. Precisar não precisava, mas é que estava em promoção. Ademais, eu AINDA não tinha um pijaminha roxo. (não tem foto porque ele é... ahn... curtinho DEMAIS!)

Continuando as compras, porque se é pra gastar dinheiro eu sou expert no assunto, comprei uma agenda nova para os compromissos de 2004. Já não era sem tempo ,porque o ano já começou há 17 dias.
After all, vários sushis e sorvete de tiramisu, porque regime num sábado não rola nem por decreto-lei do presidente.

Companhia perfeita de Migous, que está virando o protótipo de marido ideal para mim (o homem que olha vitrines, ajuda a escolher as roupas, sempre sorrindo, sempre solícito, sem reclamar, com a maior boa vontade do mundo...), e Cecília, a irmã.
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Agora, como pagar a conta, pergunto-me a mim mesma...
Bem, como a The ClaraBeauty Corporation® é um conglomerado de capital intelectual, estou pensando seriamente em dispor de 10% das ações das minhas indústrias e lançá-las na bolsa.

Não tem os tais C-Bonds, os títulos da dívida brasileira com vencimento em 2014? Pois eu agora lançarei o C-Beauties: os títulos das minhas dívidas, essas aí que agora torno públicas aos meus leitores.
Sobre o resgate dos títulos... bem, isso a gente negocia depois...

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[8:28 AM]
Minha mãe fala com as minhas gatas. Conversa mesmo, principalmente com a Amélie, a mãe de todas as duas, Rosa e Tulipa. Minha mãe admira o jeito de Amélie de cuidar das crias, que passam o dia pulando uma em cima da outra, se engalfinhando pela sala ou afiando as unhas no sofá.
Hoje, eu estava aqui no computador quando ouvi as duas batendo papo. Minha mãe perguntando o que a Amélie tinha, se dor de cabeça, se impaciência, porque ela não parava de olhar para o teto. Depois, quando me aproximei, ela falou:
- Clara, eu acho que a Amélie tem insônia também. Ontem à noite, eu fiquei acordada muito tempo e enquanto eu não dormia de novo, ela ficava olhando para mim.

Aproveitaram a insônia coletiva para trocar idéias.

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[8:11 AM]
(cenas no Amici's place)

O mundo vai acabar.....








...e ela só quer dançar, dançar...


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Sexta-feira, Janeiro 16, 2004


[1:31 PM]
Ontem, como se sabe, fui estrear meu cabelo novo, em companhia de Lanis e Migous, na farra na casa alheia, lá no Amici's.
Destreinada e descarboidratada como estou por causa do regime, vocês podem imaginar bem o tamanho do estrago. Três doses depois, fiquei péssima. Mas péssima mesmo: mal estar, tontura, boca amarga; calor demais, agonia de estar num lugar tão cheio de gente... menino, um horror!
Enfim, estraguei a minha reestréia na noite de Fortal Ville, a metrópole megalômana.

Mas valeu a pena ter ido pelas pessoas que encontrei: Docinho, que também estava lá comemorando a sua monografia defendida e desceu comigo para que eu pegasse ar lá fora; Marcinha; Saulim; Rapha; Ana Javes, que ficou segurando a minha mão enquanto eu reclamava da vida; Lu; Pablim; Sara; Renatinha Gomes, a mulher dos cookies, que estava linda; Lena, com quem comerei vários sushis amanhã; a dupla de DJs Marquinhos e Guga de Castro; Jorge Luís Viana, the actor;
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Rapidinha, de pé na escada (click na foto para vê-la ampliada. Ou então use uma lupa)
- Tudo começou com um chopp de vinho. Eu, Migous e Lanis fizemos um brinde: Eu, é claro, às viagens - todas que eu ainda vou fazer; Lanis, ao amor eterno que ela um dia vai encontrar; e o Migous...... AO BRINDEEEEEEEEE!!!!!!!!
- A quem interessar:
eu e os meus cabelos novos.
Diz se eu não estou a cara (como assim???) da bruxa de Blair!
- Jorge Luís Viana, Kerla and I estaremos em missão secreta neste sábado, após o almoço. A missão é tão secreta que eu não tenho a menor idéia do que será.
- Sávio, cadê o bolo de milho?
- Docinho e eu, comemorando a monografia terminada e defendida. Não, a Bavária não patrocinou o evento.
- Alguém viu o resultado do jogo? Aliás, quem foi que marcou o gol? Aliás 2, era contra quem mesmo?
- Como é que as mulheres conseguem fazer xixi naquele banheiro com a porta arrancada, me digam? Gente, eu não consigo me concentrar!
- Os DJs Marquinhos (esq) e Guga de Castro (o outro). Alguém sabe explicar por que o Catatau não fez o som??? A festa anunciada não era com ele??? Ah pois. Quero meu dinheiro de volta! Ah... a entrada é franca.
- Depois do chopp de vinho, a vódega + tanjal. Porque se é para botar boneco, eu boto logo é um Judas!

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Duro mesmo foi levantar para ir ao trabalho no dia seguinte.
Fazendo meu leitinho com nescau de olhos fechados (porque eu não os conseguia abrir), dor de cabeça truando e a minha mãe reclamando:
- VOCÊ JÁ ESTAVA DEITADA, DE PIJAMA, E SE LEVANTA PARA SAIR DE CASA NO DA NOITE, EM DIA DE SEMANA, QUANDO PODIA ESTAR DESCANSANDO. E AINDA POR CIMA PERDE O LIMITE, BEBE DEMAIS E FICA AÍ PASSANDO MAL. FRANCAMENTE, VOCÊ DEVERIA SER MAIS RESPONSÁVEL, VOCÊ NÃO TEM IDADE PARA COMETER ESSAS INCONSEQÜÊNCIAS E BLÁ BLÁ BLÁ....
- Mãe...
- O QUÊ???
- ... eu te amo, eu te adoro, eu tenho o maior respeito pela senhora, mas... por favor.... CALA A BOCA!

Porque mãe, quando quer, enche!

Ps: tá todo mundo sem link porque eu tô com preguiça

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[8:20 AM]
A última do O Povo para o caderno de economia: receita de sorvete de tapioca - diga se não merece um esculacho???!!!
Só matando mesmo o editor. E de foice!

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[6:35 AM]
Ave Maria, mãe de Deus
O que é essa ressaca?

(o problema não é tanto a dor de cabeça, mas a vontade de querer morrer)

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Quinta-feira, Janeiro 15, 2004


[6:53 PM]
Mente vazia, oficina do diabo
Para comprovar o ditado. Estava eu sozinha esta tarde, sem nada para fazer - nada mesmo - e me bateu a vontade de.... cortar os cabelos. Cortei-os e hidratei-os. Mas ninguém vai notar a diferença. Garanto.
Todo mundo sabe da minha promessa de só cortar o cabelo uma vez por ano. Desta vez antecipei de junho para janeiro, que é tudo com J, tudo a mesma coisa.
Agora, eu preciso arranjar muitíssimo o que fazer, antes que eu comece com a mania feia de mulherzinha de querer fazer as unhas.


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[6:50 PM]
Até que melhorou.
A matéria de capa do caderno de economia do OPovo hoje foi sobre a inflação em Fortaleza, a mais cara do NE. Também tem uma materinha sobre a Parmalat (mas nada sobre a situação dos bichinhos mamíferos que ficarão órfãos, mas tudo bem...).

Agora, essa matéria sobre a venda de caipirinha que aumenta durante as férias, não dá para engolir sem protestar, né?

Vamos e venhamos! Verão tem todo ano, praia tem todo ano, férias têm todo ano... é natural que o consumo de caipirinha aumente este mês - o que tem demais? Não há novidades nisso.

O pior é que a matéria termina dizendo que não foi sentida oscilação nas vendas de cachaça. Como é que é isso? Aumentam as vendas de caipirinha em 10% e nada na venda da bebida pura? E tão fazendo caipirinha com o quê, me digam?

Talvez a explicação esteja na coordenada seguinte, onde é dito que aumentou também a venda de água mineral e de côco. Ah pois! Desconfio que haja pessoas comprando limonada suíça pensando que é o drink.

Ah, antes que eu me esqueça: o consumo de sucos cresceu 15%

PS: a crítica não vai de maneira nenhuma para a repórter, que escreve bem, aliás. Eu só acho que esse tipo de matéria cairia bem para o Buchicho ou cadernos que falem sobre lazer/comportamento.

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[11:28 AM]
Escrito nas estrelas
Lua minguante em Libra (meu inferno astral) a partir de hoje.
Tô achando que esse é o motivo do meu humor hoje. Que, aliás, anda em falta.

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[10:11 AM]
Vocês, eu não sei.
Mas eu vou pra farra na casa alheia hoje.

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Quarta-feira, Janeiro 14, 2004


[12:09 PM]
Estou quase dormindo no teclado. Meu Superego e o meu Id resolveram bater altos papos esta madrugada de modo que acordaram o meu Ego às 2 da manhã e ficaram conversando todos os três até às 5h - quando eu resolvi me levantar para caminhar.
Esta galera está pensando que eu não tenho nada mais para fazer do que ficar me auto-analisando madrugada a dentro. Quem disse que eu quero me resolver àquela hora da noite?
Eu só quero dormir.
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.
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Pos post:
Minha vidinha está tão certinha, tão linear que estou estranhando.
Estou acordando muito cedo, indo caminhar durante 1 hora com toda disposição, dando até uma corridinha nas três voltas finais, comendo direitinho saladinhas e carnes magras, não bebendo nem uma gota de álcool, fazendo acupuntura e terapia regularmente, lendo três jornais diariamente fora as milhares de notícias na Net....
Sei não... acho que não tô gostando muito, não.
Tô sentindo falta da bagaceira.


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[10:38 AM]
Da série: A gente sabe que está ficando velho

A gente cresce e vai aprendendo a ser mais racional nos gastos. Tentei elaborar uma wishlist e só consegui lembrar disto:

- Pijama. R$ ?????
- Livro "Fundamentos da Medicina Tradicional Chinesa", de Giovanni Maciocia - R$ 252,00
e
- Livro "Prática da Medicina Tradicional Chinesa", de Giovanni Maciocia - R$ 288,00
- Conjunto de ventosas a vácuo (maleta com 10) - R$ 130,00

Infelizmente, os preços....

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[7:55 AM]
Miss Sucursal do Inferno defende sua monografia

A estagiária Ana Patrícia Guabiraba, também conhecida como Miss Sucursal do Inferno, defenderá hoje, às 10 horas, sua tese de graduação intitulada: Radiojornalismo e prestação de serviços - um estudo de caso do programa de Nonato Albuquerque, jornalista, apresentador e gente boa demais.
Todos os empregados da S.do I. estarão presentes para dar cobertura total ao evento.
(Respira fundo, Paty!!!)
.
.
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Pos post:

E como não poderia ser difernete, a dona moça passou com nota dez. Eu, infelizmente, não pude ficar para assistir à defesa porque a SdoI estava abandonada à sua própria sorte.
De qualquer forma, fomos almoçar juntos (FODA-SE O REGIME!) para comemorar o notão da Paty.
Afinal, ela merece.


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Terça-feira, Janeiro 13, 2004


[10:37 AM]
Eu vou dizer...
O mundo desabando, a Parmalat falindo, os bichinhos mamíferos ficando órfãos, o dólar despencando, a bolsa disparando, a Anatel trocando de líder, e a matéria de capa do caderno de Economia do O Povo desta terça-feira é uma reportagem super "interessante" sobre venda de roupa de praia.
E a meta é comprar 4 biquines!!!
(às vezes, eu me questiono se eu faço mesmo parte deste planeta)

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Oh, Senhor, permita-me NUNCA chegar a ser editora. Morro de medo de pagar pela língua.


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[8:31 AM]

E chiove, n'capo 'e criature...


Das poucas coisas que eu tenho certeza nessa vida, uma: eu posso até sair do Ceará, mas vai demorar um bocado para o Ceará sair de mim.
Chuva, por exemplo. O dia amanheceu fechado, abafado, o céu cinza, e eu achando tudo lindo. Olho os pingos escorrer na vidraça e penso longe.
"É o 'inverno' chegando", diz a minha avó que trabalhou na roça a vida inteira e ensinou para todos os dez filhos (dois bebês morreram) e para as netas que tempo bom é tempo de chuva.
A fartura desce do céu.

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[8:10 AM]
Sabe o que é pior?
Quando você está com o coração na mão e todo mundo chega e diz: "nossa! que coragem você tem".


Coragem é o caralho! Eu não sei o que será. Eu não sei se estou fazendo certo. Eu não sei se é a hora. Eu só sei que sou humana. E que eu tenho medo.

Eu nunca me senti tão só...

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Segunda-feira, Janeiro 12, 2004


[3:33 PM]
A maneira mais eficaz para que eu não faça algo? Obrigue-me a isso.
Ou, pelo menos, tente.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[8:14 AM]

...
E chiove, n'capo 'e criature,
Vulesse arravugli'
'sta luna cu'na funa
Pe m'a purt' luntano,
Pe m'a purt' luntano
Add' 'o cielo che ' cielo
Nun se fa mai scuro.

E chiove, n'terra e nisciuno,
Vulesse cummann' pe spremmere
'e dulure
Dinto a 'stu ciummo amaro,
Ca nun canosce 'o mare,
Pecch' 'o mare 'e luntano
Eppure sta vicino...







(E chove sobre as pessoas
queria enlaçar a lua com uma corda
para me levar bem longe
para me levar bem longe
onde o céu seja um céu
que não escurece nunca
E chove em terra de ninguém
quisera ter o poder de diminuir a dor
neste rio amargo
que não conhece o mar
porque o mar está tão longe
e no entanto está tão perto...)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Domingo, Janeiro 11, 2004


[10:08 PM]
Home...Hard to know what it is if you've never had one
Home...I can't say where it is but I know I'm going
Home...That's where the heart is

And I know it aches
And your heart it breaks
You can only take so much
Walk on

Leave it behind
You've got to leave it behind

All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you feel
All this you can leave behind
All that you reason
Needs only time
And all that I'm feeling on my mind
All that you sense
All that you speak
All you dress up
All that you scheme...


Walk on - U2
Faz dias - ou melhor, dois anos - que essa música não me sai da cabeça.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[5:54 PM]
6h
Dormi no quarto da mãinha. Acordei cedim com ela perguntando se eu queria ir à praia. "Não", respondi. Virei de lado e dormi.

8h
Toca o telefone. Taís Sonequinha, a mais nova arquiteta de Fortaleza, estava passando na minha casa em 20 minutos, com destino à praia. Desculpei-me e não fui.

10h
Estou no MSN e a Sarets vem falar comigo: "vamos à praia?". Mas a preguiça era grande, pedi desculpa e não fui.

11h
Celular chama. Era o anjinho e fofo Déco, meu futuro vizinho em Sampa, me convidando para ir à praia. "Na hora!". Sim, porque depois de três convites recusados eu tinha mais que aceitar o quarto, né? Alguma coisa muito boa devia estar reservada para mim lá.


E tinha mesmo. Sol, praia, água de côco geladinha, gentes boas...
Ah, que saudade eu vou ficar de tudo isso!

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:45 AM]

O massacre do gato





Estrelando: Clara e Tulipa / participação especial: Rosa (no último quadrinho)

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:38 AM]
Não falo de amor. Falo de existir.
O que é a "vida real"?
Será que as pessoas têm consciência do que significa "ser"? Às vezes, tenho a impressão que estão todos brincando de atuar num filme. Num grande musical. Tudo superficial - os textos clichês, as situações pré-definidas, as marcações de cena, as deixas, os cacos, os beijos técnicos, as cenas que se repetem e se repetem...

Tenho a impressão que nada disso é real. A solidão é um axioma e as pessoas tentam desesperadamente fugir disso, interagindo em cena com o outro - para se sentir menos só. Mas no fim das contas, é apenas o indivíduo e pronto. Uma hora, a cena vai acabar, as luzes se apagarão, todos os atores vão ao camarim tirar a maquiagem e depois seguirão para a casa sozinhos.

Todos, é claro, interpretando o papel principal, pelo menos para si mesmos. Todos buscando se destacar na cena, nem que para isso seja preciso se digladiar e subjugar o outro. Todos usando máscaras - do bonzinho, da vítima, do aproveitador, do justo, do generoso, do herói, do cafajeste, da santa, do egoísta, da madre Teresa... Também eu incluída no todos.

Mas onde está o real? Onde não é preciso fingir? Existirão espaços onde não é preciso obedecer as marcas por vezes tão absurdas quanto idiotas? Isso é a lucidez - saber que nada vale realmente muito a pena - ou é apenas um pensamento derrotista e cínico? Eu me sinto tão só...

Não falo de amor. Falo de existir.
Faz tanto tempo que eu não sou inteira, que eu não sou real. Não por medo de mostrar, mas por não ter motivos de ser.
Por que escondo minha melhor parte?
A quem interessa essa parte?
Alguém sabe do que eu estou falando?

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Sábado, Janeiro 10, 2004


[6:22 PM]
Conto de fada de um sábado enjoado à noite
"Então, a princesa mandou o dragão passear.
- Seu dragão, não me leve a mal, mas hoje eu so tava a fim de ficar em paz na minha torre.
E o dragão se foi.
Aí, chegou o príncipe. Acreditando que a barra estava limpa, escalou a torre. A princesa, mais que depressa, fez-se de morta e não despertou nem quando ele tentou o 693º beijo. O príncipe cansou e foi embora, não sem antes dar um audível suspiro. [...sigh...] Em inglês, porque realeza que se preze tem resquícios britânicos.
E a princesa pode viver feliz para sempre, pelo menos para sempre naquela noite de sábado, sozinha em sua torre, lendo pela milésima vez Cem anos de solidão".


The end.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[6:13 PM]
Estou completamente sem sal e sem açúcar. Perfeitamente recomendável para hipertensos e diabéticos.
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Sem ênfase, sem itálico ou negrito, sem álcool, sem saco, sem mais, sem menos, sem estímulo, sem idéias, sem pretensões, sem interesses, sem programação, sem sentido, sem direção, sem princípio, sem meio, sem fim, sem nada.
Só sendo.

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Sexta-feira, Janeiro 09, 2004


[4:18 PM]
O problema é a liga (ou "Como lucrar na crise")

Quando o assunto é grana, a relação é muito clara: para mim, dinheiro não é problema; é solução. O único problema é encontrar uma liga, para não deixar as cédulas voando.

Dinheiro é bom, eu gosto, principalmente se for muito e eu possa bancar as minhas extravagâncias. Gastar é, acima de tudo, terapia e agora também um ato cívico, de total demonstração de amor à pátria: gastando, a gente ainda colabora com o governo para o tal "espetáculo do crescimento".

Só que de dinheiro mesmo eu só entendia da parte da dissipação. Guardar, poupar, economizar nunca foram palavras freqüentes no meu vocabulário, muito menos práxis. Melhorei um bocado da Síndrome da Distribuição da Minha Renda Pessoal (aos credores, fique bem entendido) quando decidi que queria ir a Londres, em 2000.

Cortei o supérfluo valendo e passei a me interessar pelo câmbio e variação da bolsa, mas de uma forma muito discreta porque de economia eu nunca passei nem na porta da editoria, quanto mais entender de fato do assunto. E em termos de complexidade, o assunto economia só perde mesmo para os temas discutidos no caderno de frescura, digo, de cultura dos jornais, cuja lógica utilizada pelos jornalistas para criticar ou enaltecer um artista/trabalho de arte é completamente obscura para mim. A gente nunca sabe o que vem por aí.

Londres não deu. Mas, por outros motivos, outras viagens, tive que voltar ao assunto economizar. E aí fui pesquisar a melhor maneira de guarda/poupar/investir o que me sobrava do salário, principalmente enchendo o saco dos amigos.

Momento merchandising (ou "Ajudando o autor a ficar rico")
Por fim, resolvi abrir mão de uma mínima parte das minha economias e comprei o livro "Investindo sem susto - Como lucrar na crise", do jornalista/economista Cláudio Gradilone, que é para eu deixar de ser anta e parar de aperrear os amigos, viu, Docinho???

Se alguém se interessar pelo assunto, pode me procurar na segunda-feira, quando terei terminado o livro e estarei dando consultoria. Será a The ClaraBeauty Financial Consulting - mais uma empresa da holding The ClaraBeauty Corporation® que, aliás, ainda não faliu porque se trata de uma empresa de capital meramente intelecutal, porque se dependesse dessa administradora.....


Pos post: pelo que eu folheei, o livro não fala de LTN pré-fixada. Ou seja, vou continuar te aperreando, Docinho! :)

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[8:37 AM]

Coração tranqüilo, tranqüilo...


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[8:32 AM]
Tá certo que não fiz resolução de ano novo, mas como foi algo que eu nem me lembrei de fazer em 2003, merece registro. Lá vai:

Acordei às 5h20 e comecei o dia tomando banho de chuva na Paça do Liceu.



Ô diliça!

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Quinta-feira, Janeiro 08, 2004


[4:31 PM]
Eu estava me lembrando de algumas passagens da minha nem tão longa ainda vida enquanto jornalista. Mas quando se fala em jornalista, todo mundo lembra logo da função de repórter, não é? Para qualquer leigo, jornalista é sempre sinônimo de repórter, e geralmente de televisão. Ninguém se lembra do editor, do produtor, do redator, do chefe de reportagem, do apresentador, e muito menos do assessor de imprensa (ok, ok, desse nem eu mesma lembro).
Mas, desmistifico o maior ícone da profissão: repórter é o último grau da hierarquia jornalística... pelo menos, o mais miserável de todos. E faço aqui uma confissão: eu odeio ser repórter.
Na verdade, poucas vezes fui e (benza Deus!) não quero sê-lo, embora faça parte da minha filosofia de vida não dizer "desta água nunca beberei". Precisando, faço; se possível, evito. E assim será enquanto puder.
Repórter ganha mal. Repórter sua na rua enquanto o bonitão do editor fica numa sala com ar condicionado. Repórter leva empurrão. Repórter vai fazer matéria no aterro do Jangurussu em dia de chuva; no Castelão em dia de Fortaleza x Ceará; a chegada da Xuxa na madrugada do domingo, no Pinto Martins apinhado de crianças; rebelião de presos no IPPS... E depois disso tudo, o repórter ainda tem que voltar para a redação e escrever tudinho.
Quero nada!

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Quando eu trabalhava para um certo portal de notícias, fui cobrir um congresso internacional de jornalismo e, de repente, o dono do portal (não o editor, que já era uma anta, mas o dono da bodega em pessoa que era uma anta e meia), querendo mostrar serviço, me puxou num canto, me colocou na frente de uma senhora e me disse:
- Esta é fulana. Entreviste-a - E saiu, sem nem olhar para trás.
Lá estava eu, sem nenhuma pauta na mão, sem ao menos saber quem era a tal fulana. Fiquei 5 segundos tentando pensar em algo inteligente sem conseguir. 5 segundos de pânico. Só me vinha à cabeça coisas do tipo: "oi, a senhora vem sempre aqui?" ou "qual a sua cor favorita?".
Eu nem para me lembrar que a empresa da qual ela era gerente geral na América do Sul era a que eu trabalhava! Ela pagava o meu salário e eu não consegui nem pedir aumento!!!
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Pode me chamar de Solange
Noutra vez que ataquei, a contra gosto é preciso dizer, de repórter, foi quando eu fui gentilmente cedida pelo editor do portal de notícias para a editoria de Esporte. Fui cobrir um campeonato nacional de karatê.
Peguei a pauta, o fotógrafo, o motorista e lá fomos nós, num sábado, 9 horas da manhã, para o Ginásio Paulo Sarazate. O campeonato era fraquíssimo. Só crianças brincando de karatê kid e pais tirando fotos.
Fiz o feijão com arroz. Precisava encher uma página, então fiz uma matéria principal, com dois boxes (um do campeão juvenil e outro com as meninas). Básico.
Estou na redação já quase indo para casa, chega o editor:
- Clara, me diz uma coisa... como é teu nome?
- Clara.
- Mas como é que você usa?
- Clara Quintela.
- Mas como é teu nome todo?
- Clara Quintela de Almeida.
- Mas como é o teu nome todinho
- C-L-A-R-A Q-U-I-N-T-E-L-A D-E A-L-M-E-I-D-A.
- Tem certeza?
- Maurição, você tá doido?
- É porque ligou um pessoal do karatê, perguntando quando ia sair a matéria.
- Sei...
- E aí pediram para chamar a repórter que tinha ido lá hoje de manhã...
- E....?
- E aí que eles queriam falar com a Solange.
- !!!
- Pois é.
- Como assim "Solange"?
- Foi o que eles disseram. Insistiram que só queriam falar com a Solange.
- De onde foi que eles tiraram isso?????
- Bom, isso eu não sei. O que eu quero saber é se coloco teus créditos como Clara Solange.

E foi assim que passei a ser conhecida como Solange, o terror da editoria de Esporte.
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Entrevistando o prefeito: onde a minha raiva começou (ou "Meu ódio será tua herança")
Por fim, entrevistei o próprio prefeito de Fortaleza, Juraci Magalhães I e, se Deus quiser, único, por telefone.
Depois de horas tentando via assessor de imprensa (e assessor nessa hora só serve para atrapalhar - o que, aliás, é uma das funções primordiais quando o assunto a ser respondido não é do interesse daquele paga o seu salário), consegui via amigo do amigo do vizinho da cunhada do genro da manicure da mulher do motorista do nosso mui amado alcaide o telefone celular da própria criatura.
Liguei do celular do chefe do departamento de jornalismo porque tinha medo que se lgiasse da redação ele reconhecesse o número e não atendesse. Enquanto eu falava ao telefone, estava rodeada pelo coordenador do departamento, pelo chefe de reportagem e pela editora. Pense na aflição de quem estava começando naquela vida.
A pauta era o caos nas escolas conveniadas que estavam há mais de 6 meses sem receber um tostão de verba da prefeitura.
O prefeito atende:
- Alô?
- Dr. Juraci, como vai? Aqui é Clara Quintela, da TV tal, tudo bem com o Sr? (frase básica, clássica e prefixo favorito de qualquer repórter para iniciar qualquer entrevista por telefone, trocando apenas o nome do repórter e o veículo para qual se trabalha, of course.)
- Pode falar. (Já abusado)
- Eu estou ligando para saber sobre a situação das escolas conveniadas e...
- (interrompendo) Olha, minha filha, a situação já está sendo resolvida.
- Mas resolvida como? Já estão pagando as escolas e aos professores?
- Já está sendo resolvido....
- Tá, mas eu quero saber como é que está sendo resolvido. O pagamento será integral? Parcelado? Por que atrasou?
- Olha, minha filha, eu não posso falar nada ainda...
- O Sr. não pode ou o Sr. ainda não tem nada resolvido?
- (explodindo) VOCÊ É UMA JORNALISTAZINHA IRRESPONSÁVEL, QUE FICA FAZENDO ACUSAÇÕES LEVIANAS, VOCÊ AINDA TEM MUITO O QUE APRENDER ANTES DE FICAR ACUSANDO OS OUTROS e blá blá blá....
- Dr. Juraci.... (a voz tranqüilíssima, mas fumaça saindo pelas orelhas)
- O QUE É?!!!
- O Senhor contrata o serviço de cerca de 500 escolas e mil professores, não paga há mais de seis meses e quer vir me dizer agora que a irresponsável sou eu???

Click.
Desde esse dia, Juju (que provavelmente nem se lembra do episódio) e eu (que jamais vou esquecê-lo) tornamo-nos inimigos mortais.

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[1:11 PM]
Stress, raiva contida e esbravejada, dor nas costas, insônia, alergia respiratória, ansiedade, ... E porque eu mereço, submeter-me-ei a uma sessão de shiatsu e acupuntura.
Se der, uma caminhada à beira-mar no fim da tarde, com direito a parada para água de côco.
Pausa para pensar, pensar, pensar...
Não fossem essas pequenas coisinhas, a gente não aguentaria.

De certa forma, pensando no que vai ser depois, eu estou feliz. Eu estou me superando.

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[1:01 PM]
Post/Oração de agradecimento
Livrar-me do mal(a) mesmo Ele não conseguiu.
Mas houve a compensação.

Quando eu ainda era católica, tinha uma musiquinha que a gente cantava que dizia assim: "algo bom vai acontecer / algo bom Deus tem pra nós"....
Ao que todos os sinais estão apontando, Ele quer. Quem será contra mim?

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[8:00 AM]
Ofício nº 7563956439

De: ClaraBeauty
Para: Deus

Prezado Senhor,

Solicitamos a vós que "...livrai-nos do mal" de hoje e até 28 de fevereiro (data em que renovaremos a solicitação, mas por outros motivos).
Se não der, pelo menos livrai-nos do mala. Amém.
Certa de que serei atendida em minha solicitação, subscrevo-me

ClaraBeauty
Chairwoman - The ClaraBeauty Corporation ®

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Quarta-feira, Janeiro 07, 2004


[4:16 PM]
Por que eu digo que trabalho na Sucursal do Inferno
Diálogo desta tarde.
Chefe chama exatamente 14h05min, ou seja, passados 5 minutos do fim do meu expediente. Vou. Milhões de ordens e 40 minutos depois, ele encerra:

- Clara, quero que você publique a análise do balanço financeiro daqui no nosso site.
- Tudo bem. Onde está a análise?
Chefe me olha em silêncio como se eu tivesse feito a pergunta mais óbvia do mundo. Continuo:
- Sim. Porque eu sou jornalista. Não sei analisar nem o balanço das minhas contas pessoais, avalie das contas dessa entidade.
- Mas eu quero que você publique!
- Então me diga quem é que tem isso pronto.
- EU NÃO QUERO SABER QUEM VAI FAZER. EU QUERO QUE VOCÊ PUBLIQUE!
Com a maior calma do mundo, levanto para ir embora e respondo:
- Pois quando você souber quem vai fazer e estiver com isso pronto, você me repassa e eu publico.
- .... (Chefe passé composé do verbo to be, enquanto eu saio da sala)


Saí da sala, fui ao banheiro, dei três murros na porta e melhorei.
Tentei pensar aonde vou estar daqui a dois meses, e não pedi demissão.
Não ainda.

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[12:07 PM]
E não venham me dizer que eu estou errada. Eu não estou nem um pouco preocupada com isso e não estou ouvindo ninguém.
Sei que hoje a noite é de lua cheia e eu pretendo virar bicho.

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[10:38 AM]
Por que eu odeio o Juraci - parte XXXXXXXXVI
O que as eleições não fazem.
Desde o primeiro mandato que o Juju tenta emplacar a Taxa do Lixo (ou tarifa, como se fizesse diferença para o bolso a nomemclatura). Quando finalmente consegue, suspende.
Para entender a jogada de mestre:
1- O prefeito e os vereadores conseguem por cima de pau e pedra aprovar a taxa.
2- Ninguém pagou, porque todo mundo achou um abuso mesmo. Aí, a Ecofor não fez a coleta e a cidade está tomada pelo lixo.
3- Por conta disso, o prefeito decretou estado de calamidade pública por 180 dias para poder contratar a mesma empresa que já faz a coleta sem licitação em regime de urgência antes que a cidade afunde no lixo.

Quer dizer, ele causa o caos, conserta por decreto, suspende a taxa e, para os desavisados, vira o salvador da pátria.
O motivo? Quer fazer do genro Marcelão, aquele dos 20%, seu sucessor. Alguém duvida que as chances são bem grandes???
Quem estiver ainda morando em Fortaleza até a data das eleições, verá.

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[8:26 AM]
Durou quatro meses. Usado a conta-gotas.
Mas hoje, comecei o dia jogando R$ 240,00 pelo ralo. Abri a porta do armário descuidada e quebrei o vidro quase cheio de Acqua de Gió.
Agora está lá o meu quarto com um cheiro insuportável de pinho sol (perfume em excesso pode ser o Giorgio Armani que for: tem cheiro de pinho sol). Mais perfumado do que as putas do passeio público, e eu juntando os cacos de vidro.
Algo me diz que esse dia vai ser complicado.


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Terça-feira, Janeiro 06, 2004


[5:03 PM]
Eu detesto isso de picos e depressões. Dos meus altos e baixos. Gostaria de ser mais constante, menos extremada, mais linear, menos radical, menos milho de pipoca (que estoura quando o tempo esquenta).
Queria ser mais controlada, menos irritável, saber levar as coisas na valsa. Não ligar, não estar nem aí, não me importar, não sofrer, não ficar pensando e repensando em certas coisas, don't take everything so personaly.
Mas não. Eu não sou assim. Eu ligo. Eu me importo. Eu brigo. Eu reclamo. Eu me chateio. Eu finco o pé. Eu absorvo.

Eu tenho um coração que bate direto e sem descanço.
Mas hoje... hoje eu só queria não ligar.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[11:20 AM]
Pensamento de uma terça-feira morna:
Esperar seis meses não é nada.
O difícil é segurar as pontas quando só faltam dois. (acho que este é um excelente momento para ler Os Lusíadas)

Pensamento desesperador da mesma terça-feira morna:
E eu sei que ficará progressivamente pior.
Como hoje, por exemplo.

Pensamento acalentador e ainda estamos na terça-feira morna
Pelo menos, até lá, o regime fará efeito.
Resta saber se eu conseguirei manter a boca fechada.

Ô terça-feira morna sem fim!

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[6:13 AM]
A matemática contra a solterice (ou "Ainda restam 500 milhões de esperanças")

Aos 10 anos, eu tinha certeza que nunca ia beijar ninguém.
Aos 13 anos, eu tinha certeza que nunca ia namorar ninguém.
Aos 15 anos, eu tinha certeza que nunca ia transar com ninguém.
Aos 18 anos, eu tinha certeza que nunca ia casar com ninguém.
Aos 25 anos, eu tinha certeza que nunca ia encontrar ninguém que valesse a pena.

Tsc, tsc, tsc...

Hoje, agradeço por ter sobrevivido a todos esses pensamentos suicidas e ter chegado aos 27 anos lúcida o suficiente para saber que o universo conspira a meu favor quando o assunto é encontrar "um-homem-pra-chamar-de-meu".
Duvida?
Então acompanhe o raciocínio mais que lógico:

* O mundo tem em torno de 6 bilhões de habitantes, certo?
* Rememoremos o nosso tempo de colégio e falemos das Leis de Mendel, aquele que passava o tempo misturando ervilhas lisas e ervilhas rugosas, também conhecido como o pai da genética. Segundo os preceitos da biologia, a probabilidade de nascer homens (XY) e mulheres (XX) é a mesma. Então, consideremos que existam neste mesmo mundo 3 bilhões de mulheres e 3 bilhões de homens, que é para o cálculo ficar redondo.
* Consideremos agora que eu infelizmente não sou bissexual e exclua os 3 bilhões de mulheres, restando, pois, 3 bilhões de homens. (Nota: infelizmente porque as minhas chances de encontrar a pessoa certa ficam assim reduzidas a metade. Mas não percamos a esperança ainda. Continuemos).
* Dos 3 bilhões de homens que sobraram, cortem da lista:
- Os muito velhos (conceito relativo. Para mim, 5 anos de diferença para mais já é um negócio complicado. Não quero ninguém amargo do meu lado achando que já viu tudo, me dizendo que a vida é injusta, que sonhar não vale a pena, etc etc etc...)
- As crianças (atenção: acima de 18 é criança ainda, mas já pode. O código civil mudou em 2003)
- Os gays e os todos os homens que usam esmalte incolor nas unhas
- Os padres, os sacerdotes e os seguidores de religiões que exijam o celibato
- Os doentes, os loucos, os eunucos, os impotentes e os eleitores do Juraci.
- Os casados convictos (aqueles que já encontraram o seu par, já são felizes para sempre e não estão afim de mais ninguém. Ou então aqueles que se acomodaram mesmo e estão com preguiça de começar a procurar de novo, paquerar de novo, mandar flores de novo, fazer juras de amor de novo, etc etc etc....)
- Os ex-namorados, ex-amantes, ex-casos, ex-paqueras, ex-OBNI (objeto beijador não identificado), ex-enrolação etc etc etc (afinal, por que cometer os mesmos erros se existem tantos erros novos a serem cometidos?)

Deletando todo este povo, deve sobrar aí uns 500 milhões de homens disponíveis. Agora, me digam: vocês acham que escolher um entre 500 milhões é uma coisa difícil?

Por esse motivo, não acho muito inteligente ficar chorando pelos cantos por alguém que não me quer, se sentindo rejeitada, quando há um campo tão vasto de possibilidades, concordam?
Falando por mim, eu digo - Não sou tão exigente assim. Esses 500 milhões dá, sobra e eu ainda divido com as amigas (para as inimigas, eu mando os meus ex).
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É, a gente sabe que está ficando velha quando consegue racionalizar de forma tão convincente essas coisas e, acima de tudo, quando sabe aproveitar as oportunidades.

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[6:06 AM]
That's the way (ahan - ahan) I like it

Como seduzir uma escorpiana - taí, que eu gostei. Principalmente a parte do bar.
Inteligência e criatividade definitivamente fazem a diferença.

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Segunda-feira, Janeiro 05, 2004


[1:22 PM]
Indo para Pasárgada
Aaahhh... e eu voltei mas não voltei, sabe como é que é?
Uma preguiça.... uma vontade de fazer nada na imensidão azul da minha rede... de comer geléia com pedaços de morangos (diet!!!) com os dedos... de brincar de teatro de sombras a dois no teto do quarto... vontade de alguém para me fazer todas as vontades, as manhas, de me dizer que eu sou linda e que eu tenho gosto de suspiro que é de clara com açúcar... e que também me faça cachinhos nos meus cabelos...

Ai que eu estou igual as minhas gatinhas hoje... um dengo só!


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[11:17 AM]
Kerla e Bob:
Quem ama, come. (no bom sentido e no melhor ainda também)

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[11:04 AM]
Na boquinha da garrafa
Não é nada disso que vocês estão pensando. Na verdade, o ano começa com o concurso "Para entrar na garrafa" aqui na Sucursal do Inferno.
Explico: eu, Paty (a Miss Imprensa) e o Imp1 estamos apostando quem vai emagrecer primeiros. Já fomos em comitiva nos pesar na balança da farmácia da esquina e no dia 5 de fevereiro (exatos 30 dias) voltaremos lá, com as mesmas roupas, para ver quem ganhou.
O prêmio é um bolão de R$ 30,00 (10 de cada). Sandra Rosa Madalena é a juíza.
Quem viver, verá!

Pos post:
A concorrência se acirra: Kerla Cristina também entrou no concurso. Agora o bolão subiu para 40 Contos de Réis.


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[6:41 AM]
Cá estou, no trabalho.
Eu nem acredito que, meu Deus, depois de cinco dias ocupadíssima fazendo nada eu tive que voltar às masmorras da Sucursal do Inferno, onde só há choro e ranger de dentes.
O ano mesmo está começando agora.
E eu estou eufórica.

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Domingo, Janeiro 04, 2004


[7:58 PM]

Don't worry...

...about the things...

...cause every little thing...

It's gonna be alright



Eu e Lillo, minha girafinha amarela

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[7:18 PM]
Domigo meio médio.
Atípico. Até chover, choveu. Mas não esfriou.
Fomos (Miguel e eu) nos despedir dos feriados de ano novo na casa da Lanis. Alugamos filmes em DVD "O brother, where are you?" e "Anna Karenina" meio médios também.

Amanhã, a luta continua, compañeros. Lá na Sucursal do Inferno.

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Sábado, Janeiro 03, 2004


[8:14 PM]
E hoje será o Sábado da Redenção lá na Órbita, como está sendo chamado pelos amigos da Dra. Luíza a comemoração pela mudança nos plantões que permitiram a moça ter finalmente os sábados livres para nos encontrar.

Sendo este o primeiro sábado de 2004, provavelmente também será meu primeiro pé na jaca do ano novo. Hoje, eu não quero nem saber quem é o defunto; o que eu quero é chorar.

Prevejo aí umas 5 doses de vodka a escorrer pela minha garganta. Porque se é para botar boneco, eu boto logo é um Judas.


Pos post: como assim "boneco"? O que "ser" vodka?
Eu já disse aqui que eu sou uma mulher sem palavra? I do. Pois eu passei a noite regada a limonada suíça com adoçante, preparada pelo barman Luciano, depois de pedidos insistentes ("É porque o meu médico disse que se eu ingerisse álcool eu ia morrer" - Clara fazendo beicinho).
E pense na cruz que foi a Órbita ontem. A banda que abriu a noite, antes da Drive in, era absurdamente ruim e nunca mais saía do palco. Tivemos que aguenta umas duas horas de marmotas do vocalista. Rapaz, ninguém merece....
O negócio estava tão ruim, que eu e o Migous saímos de lá por volta de 1h30. Acho que finalmente entendi porque as pessoas bebem.


Pos pos post:


É nóis na Órbita: P.A. Mond, Piuí se esticando lá atrás, eu, Migous, e duas amigas da Luíza, que bateu a foto.


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[12:43 PM]
Mission: seek and purchase (ou "A saga do pijama encantado")

Não me lembro de, nesta encarnação, ter me comprado roupas de dormir. Sempre ganhei de presente ou as herdei da minha irmã, que tinha a vantagem de já chegar amaciada. O problema é que eu sempre ganhei camisolas, e eu prefiro pijamas - melhor ainda se for de calça comprida.

Então hoje, no auge dos meus 27 anos, resolvi que eu já sou uma mocinha e que não só merecia como também já tenho idade suficiente para comprar meu próprio pijama. Fui.

Modelo desejado: pijama de malha, cores suaves, simples, blusa ou pelo menos regata (com mangas ou cava. Alças, nem pensar), calça comprida, de malha.

Eu não costumo ser fresca com roupas (só com sapatos), mas mal sabia eu que encontrar um com essa descrição iria me render 4 horas de caminhada no Centro de Fortal Ville, a metrópole megalômana.

* Fui a uma loja de departamento enorme e tomei um susto. Pelamordedeus, o que são aquelas coisas verde-limão? Amarelo fluorescente?? Rosa-shock-fúcsia-valendo-de-com-força??? Como é que alguém consegue dormir com aquilo? É você apagar a luz e ficar brilhando dentro do quarto.
E o corte, então? Terrivelmente mal feito. Quando não aperta de um lado, sobra pano do outro. Tá certo que é para ficar a vontade, mas a cava das camisetas começam na axila e termina no joelho!!!!
Deus me livre e guarde.

* Fui à segunda loja. Pedi ajuda à vendedora, que me trouxe uns cheios de renda, cheios de babados e bicos:
- Minha senhora, eu sei que o carnaval está chegando, mas eu pedi um pijama e não uma fantasia de baiana.

- Ah, moça, mas o seu namorado vai adorar.

- A experiência me diz que homem não perde tempo reparando nessas coisas; vai logo para a parte que interessa. Ademais, lhe digo: se é para dormir com o namorado, eu durmo logo é pelada.

* Entro na terceira loja, e vou dizendo logo para a vendedora, para não perder tempo:

- Olhe, eu quero um pijama, mas é PARA DORMIR.
E ela traz um de shortinho.
- Eu queria um de calça comprida.
- Ah, desses não tem.
- Como não tem?
- É porque aqui no Ceará faz muito calor, né? Aí não vende.

E eu tenho culpa se lá em casa tem ar condicionado? Agora eu sou obrigada a desligar o aparelho porque neste Estado de meu Deus não tem um fabricante inteligente que se arrisque a vender pijamas desse modelo???
Mais grave ainda, me digam: e o povo oprimido de Guaramiranga? Ninguém pensa nele?


* Parto para a quarta loja, abatida e desenganada da vida, e apelo para a vendeuse. Eis que a moça me traz um de seda preta, que mais parecia uma roupa de festa, espetacularmente chique, ao custo de APENAS R$ 90,00. Olho do lado e vejo um praticamente igual com a etiqueta marcando R$ 54,00.

- Moça, além da diferença de R$ 36,00, qual a outra que faz um valer tanto e o outro menos?

- É porque esse mais caro é de seda pura, e esse outro é de cetim.

- Ave, mas se eu gastasse quase R$ 100 num pijama tão cheio de coisas e tão caro, eu faria valer o investimento indo com ele para um casamento.

- Mas pense na alegria do seu namorado ao tocar nesse tecido.

(DE NOVO!?!?!? Esse povo só namora vestido!? Será que eu sou a única que namora pelada?!)

- Ôxe, que perigo!!! Já pensou se a criatura se empolga e nunca mais quer tirar a minha roupa? Ele tem que gostar de tocar é em mim!!!

- Mas veja, se você comprar esse outro de cetim ele não vai sentir a mesma maciez.

- Minha senhora, no dia em que um namorado meu souber a diferença entre seda e cetim, eu termino o namoro na mesma hora. Homem que é homem de verdade não sabe nem o que é malha!!!


Resumindo a ópera: fui às Lojas Americanas, seção masculina, e comprei um pijama de malha, branco com azul, SEM rendinha, SEM alcinha, SEM babados, SEM botões, mas infelizmente de short.
A busca pelo pijama perfeito continua.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[12:01 PM]
Depois de três noites sem dormir, tomei uma atitude: resolvi parar de implicar com a insônia e juntar-me a ela. Como? Ocupando-me com coisas úteis ao invés das longas e desgastantes discussões entre meu ego, o ID e o meu superego.

Fui ao Centro que para a minha felicidade já estava calmo, muito diferente do campo de batalha que era há duas semanas, às portas do Natal.

A primeira parada foi na Ao Livro Técnico, da rua Floriano Peixoto. Aquela que vende livros a partir de R$ 2,50. Fiz a festa: Os Jornalistas (Honoré de Balzac, que haviam me recomendado no início da faculdade, mas eu tinha me recusado a ler porque eu ainda achava que era uma profissão nobre); Benjamin (do Chico Buarque, que eu também havia me recusado a ler porque vai que eu não goste e aí ficasse com abuso do autor e nunca cantasse Trocando em miúdos...); Um RPG solo que se passa na Terra Média (relembrado a adolescência); e, mantendo a tradição, um livro de Sir Arthur Connan Doyle com alguns casos de Sherlock Holmes (em inglês, para fazer valer as minhas aulas particulares).

Depois dei uma passadinha numa outra loja para repor o estoque de óleo essencial para pingar no travesseiro. Eu, contraditoriamente, não acredito em aromaterapia. Mas, como adoro cheiros, acho que nunca é demais.

Por último, fui atrás de um pijama novo, confortável, para eu ficar lendo na cama. Mas essa operação de busca foi tão complicada que merece um post a parte.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Sexta-feira, Janeiro 02, 2004


[5:07 PM]
Hoje foi um dia de conversas sérias na minha casa.
Existem alguns carmas que têm que ser resolvidos, problemas a serem superados, culpas a serem dissolvidas. Eu sei o que precisa ser feito, mas culpa é culpa e na hora "H" eu sempre recuo.
Em agosto, eu me estipulei um prazo e vim cumprindo metodicamente a agenda a contento até demais. Agora, que só me restam dois meses, está faltando ar. Sinto que estou cada vez mais com o freio de mão puxado.
Mas eu sei que está na hora. Ou então a novela do café da manhã de hoje se repetirá ad aeternum.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[1:06 AM]
Histórias da Carol - A sábia


Carol e Henrique preparando o jantar do "reveion"

Prólogo - Quem é Carol
Estudei dos 9 aos 13 anos no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno. A princípio, queria estudar violoncelo, mas como eles não ensinavam crianças neste instrumento, migrei para o piano e mais tarde para a flauta como bolsista, porque, sem falsa modéstia, eu era uma excelente aluna, aplicada e promessa para o futuro. Hoje, medíocre para não dizer coisa pior, dos dias do conservatório, só me restaram duas coisas: a certeza de que algum dia eu vou ter aulas de violoncelo e a minha amiga Carol.

O que dizer sobre ela? Foi ódio mútuo a primeira vista. Estávamos todos os alunos sentados no pátio interno, conversando antes das aulas começarem, quando alguém começou a falar de livros. Eu, que sempre fui metida a intelectual, disparo que o melhor livro que eu havia lido nas últimas férias tinha sido "O nome da rosa", de Humberto Eco, um calhamaço de umas mil páginas, num português meio complicado e cheio de passagens em latim. Ainda estava toda cheia de orgulho de mim mesma quando escuto:

- Ah, eu também li este livro. E vi o filme também.

Era ela, a tal Carol.
E a partir daí começamos um duelo para saber quem tinha lido mais, se ela ou eu: Pedro Bandeira e toda série dos Karas; a coleção Tramas e Transas da editora Moderna; todo o Sítio do Monteiro Lobato; e como se não bastasse, Manuel Bandeira e Carlos Drummont de Andrade também eram os favoritos da criatura. Estava ali, na minha frente, um outro ser tão metido quanto eu. E, como todos sabem, os iguais se repelem.

Não deu outra.
Detestávamos uma a outra, mas, como ninguém mais ali tinha conhecimentos intelectuais iguais aos nossos (pelo menos, nas nossas cabeças), foi inevitável se aproximar. Até porque, apesar de todo desprezo demonstrado, também nos admirávamos mutuamente.

Já se passaram 15 anos e a gente continua amigas, subvertendo toda a ordem do universo porque, tirando o interesse cultural-literário afim, Carol e eu não temos absolutamente nada a ver uma com a outra. Ela, patrícia. Eu, anarquista. Nunca estudamos no mesmo colégio ou freqüentamos as mesmas festas. Nem os gostos pelos meninos eram parecidos. Nunca nos encontramos por acaso numa loja de departamento que fosse. Na verdade, surgiu a lenda que nós só nos telefonávamos duas vezes por ano e nos víamos uma. Um pouco de exagero, mas era quase isso mesmo.

Apesar disso, posso dizer que a nossa amizade foi algo muito bom, porque eu aprendi inúmeras coisas com ela, principalmente sobre etiqueta e elegância.
Algumas das histórias dela, eu conto aqui.


"Fingindo ser uma deusa" (ou "Naturalmente fake")

Quem, sendo mulher, nunca sofreu num salão de beleza? Cortar cabelo, que é o que de mais básico pode ser feito nesses lugares, pode se tornar um problema se o corte fica completamente diferente do daquela modelo espetacular que está na capa da Nova (porque salão de beleza que se preza tem assinatura dessa revista) deste mês.

E quando a infeliz da manicure tira o que não é para tirar? É a cera que está quente demais, é aquele produto novo que dá alergia, isso sem falar no sofrimento que é tirar as sobrancelhas, depilar perna, axila, virilha... Como diria a minha Tia Dan, "quem quer ficar bonita, sofre".

Eu sempre fugi desses ambientes de tortura, apelando para as giletes e deixando as minhas cutículas em paz, e só lá compareci quando me foi indiscutivelmente necessário. Numa dessas, levada a força pela a minha amiga Carol.

Foi assim...
Um belo dia, eis que descubro o homem da minha vida. É lógico que ele não sabia disso, mas eu, com a minha vastíssima experiência e meu faro infalível no métier de encontrar o homem da minha vida, pela 485.743.985ª vez (perceba o quanto eu tenho facilidade para achá-los), tinha certeza que o tinha encontrado. E a criatura havia passado no vestibular para Engenharia Mecânica recentemente. A festa seria num sábado a tarde e ele, lógico, tinha me convidado.

Pânico! Pânico! Pânico!
O que vestir? Que sapato calçar? Como me comportar? Seus problemas acabaram: SuperCarol resolve qualquer parada!!!

Sábado de manhã, ligo para a amiga que imediatamente aciona o Edil, o garoto "prEDILgio" (porque a dona moça ainda não dirigia) e vai me buscar. Não paramos nem em casa: fomos direto a uma câmara de tortura medieval, digo a um salão de beleza.

Tive os cabelos lavados, aparados e devidamente penteados e escovados (chapinha ainda não existia em janeiro de 1995). As unhas, lixadas e pintadas ("descuticuladas" nem pensar!). Sobrancelhas milimetricamente acertadas. Pernas lisinhas e calcanhares idem. Maquiagem só um batom porque, afinal, era um churrasco de dia. Depois, a escolha da melhor roupa, do melhor tênis e, por fim, duas gotinhas de algum perfume francês caro atrás das orelhas, como toque final - sim, porque mais que isso, qualquer Chanel nº 5 vira pinho sol. Eu estava me sentindo bem dizer a Barbie, nas mãos da minha amiga.

Horas depois de estica-e-puxa, sou finalmente autorizada a me olhar no espelho e... que decepção. Estava com a mesma cara de sempre, o mesmo cabelo chanel lisinho com as pontas enroladas para dentro, no estilo Branca de Neve de sempre. O esmalte, as pernas, os calcanhares... tudo tão normal.

- Carol, tô achando que essa produção toda foi em vão. Tô igual a todos os dias.
- Mas é claro que tem que ser assim. Você queria ficar parecendo um travesti, toda montada?
- Como assim?
- Clara, aprenda uma coisa: uma mulher, quando se arruma, tem que parecer perfeitamente normal, como se ela não tivesse feito nada demais. Isso, justamente para que o seu amado tenha certeza que está com uma mulher tão perfeita, mas tão perfeita, que nem precisa fazer as coisas que as outras mulheres fazem para ficar bonita. Na verdade, você já é a perfeição em pessoa.

Lição aprendida e incorporada.
Não bastasse toda a atenção dada naquele dia, Carol ainda foi me deixar na festa e marcou hora para me pegar. Só que nem precisou. Naquele dia, eu cheguei em casa bem tarde. E ele nem notou que eu tinha feito escova nos cabelos.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[12:54 AM]
A insônia também chegou valendo em 2004.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil

Quinta-feira, Janeiro 01, 2004


[2:54 PM]

Parece que 2004 já está valendo...


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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:57 AM]
Mas olha, eu não nem mentir: eu acho que 2004 vai ser uma bela porcaria. Um ano tão difícil quanto 2003, se não for pior, o que eu não duvido nada.

Não é pessimismo sem motivo, não. É porque eu sei que para mim será difícil justamente por causa de certas escolhas que eu fiz e certas coisas que eu quero realizar este ano.

Enquanto o ano engrena, uma pequena retrospectiva de 2003 - o ano Jason que parece que finalmente mó-rréu.

Os (as) mais-mais...
A melhor coisa que eu já fiz por mim - não ter ficado chorando pelos cantos e ter saído muito. Muito MESMO!
O melhor fim de semana - em Guaramiranga, acampando com o Piuí e o Jeff
A melhor compra - minha sapatilha da Side Walk, em duzentas suaves prestações de 1 Real. (vale cada real gasto, é preciso dizer)
O melhor porre - lá na Órbita, dia 6/12, em companhia de Lanis e Migous.
A melhor bebida - milkshake de ovo maltine
A melhor comida - sushi. O meu e o do Kingyo
O melhor perfume - "hmmmm... CK One?" / "É demais, como você sabe?" / 'eu também uso"
O melhor filme - Matrix Reloaded (não tinha como ser outro)
A melhor lembrança - a do Davi, me convidando para as festividades de formatura dele
O melhor livro - Pergunte ao pó, de John Fante
O melhor beijo - às 3 horas da manhã, dentro de um carro, ouvindo The Scientist (Coldplay)
O melhor curso - Medicina Tradicional Chinesa
A melhor música - You do something to me, na voz do Frank Sinatra
A melhor surpresa - ter encontrado meu primeiro namorado
As melhores flores - os girassóis amarelos
A melhor vitória - ter passado no concurso para a Sucursal do Inferno (depois eu me arrependi, mas fazer o que né?)
O melhor programa - com os amigos. Sempre. Wherever and whenever you are.
A melhor lição - felicidade atrai felicidade


... e Os (as) menos-menos de 2003
A pior coisa - começar o ano desempregada
A pior decepção - esperar de alguém que já tinha demonstrado que era uma anta
O pior stress - as greves nos bancos públicos (ninguém se lembra da assessora de imprensa nessas horas...)
A pior trilha sonora - Tô nem aí (façam-me o favor!!!)
O pior vexame - ter caído de 4, na entrada do sindicato
A pior dor - a do coração partido. Duas vezes.
O pior filme - Matrix Revolutions (no coments)
O pior livro - Clarice Lispector. NÃO ADIANTA!!!
A pior raiva - ih... nem lembro mais
O pior sapo - com certeza, vindo do Sr. Hettfield
A pior espera - meu cabelo, que NÃO CRESCE!
A pior preocupação - minha mãe, depois de um pico de pressão, foi bater no hospital
A pior preguiça - é... mais um ano e eu aqui com a mesma geografia renascentista
A pior saudade - de mim, quando eu quis fugir do que eu sou e fingir que não era eu.


E eu não fiz esse ano:
* não tomei banho de chuva
* não li o tanto que deveria
* não mandei para PQP quem mais merecia
* não beijei todo mundo que queria
* não cumpri todas as minhas obrigações
* não tomei todos os remédios
* não me cuidei como deveria
* não concretizei meus planos de ir


E se no ano passado eu prometi coisas grandes e não cumpri, este ano eu acho que vai ser tudo tão complicado eu vou até me liberar das resoluções de ano novo porque eu não quero me cobrar além do que vai ser essencialmente necessário. Este ano, eu vou devagar:

* beber mais água
* comer menos açúcar
* respirar fundo e contar até 10
Se eu conseguir essas três coisas, sei que estarei bem para 2005.

Do que eu fiz, eu fiz porque quis e porque achava que tinha de fazer. I did it my way!
E em 2004 tem mais.

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ClaraBeauty - Cuidado: frágil



[9:30 AM]
E parece que finalmente 2003 - o "graaande" ano Jason foi-se. Well... antes tarde do que nunca. Eu só não digo que as coisas ruins superaram as coisas boas porque eu sobrevivi, mas confesso: foi por pouco.
O último dia do ano, porém, foi muito bom. E por vários motivos:

* Fui à praia com o The Best Friend da Estrela (que já está indo embora na sexta ooooooohhhhhh....), para lavar a alma, os pés, a cabeça e entrar em 2004 renovada no sal grosso. Curtindo a preguiça sob o sol, olhando o mar e enfiando os pés na areia, traçamos os planos da fuga - Não sei, não, criatura.... mas isso de cavar u túnel com a extensão de 3.000 Km com uma colher de sopa não me soa bem. Tu tens noção de como ficarão as minhas unhas depois???!!!

* Foi bom também curtir o ritual de ligar e receber ligações para os amigos queridos. Ah... as pessoas ficam tão mais gentis nessa época do ano!


* Cometer as últimas extravagâncias gastronômicas do ano, num jantar maravilhoso feito pelo chef Henrique Aguiar, na companhia de Carol BMDeA, Mônica (as donas dos sorrisos aí ao lado), da pequena Isabela e amigos. Com a mousse de maracujá da Monicats de sobremesa.

* Ficar, ou pelo menos se sentir, linda, linda, linda num vestido branco com flores azuis e vermelhas, depois de ter passado alguns minutos debaixo do sol e estar com as bochechas rosadas como uma maçã.

* Brindar o ano com Möet et Chandon, ao som de I will survive - nada poderia ter sido mais apropriado.




* Chegar em casa às 4 da manhã, leve, feliz, e dormir na varanda... bem, mas aí já era 2004.

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